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Zico aponta diferença gigante entre Brasil e Iraque e minimiza 6 a 0

Os seis gols levados no amistoso contra o Brasil não foram suficientes para abalar Zico. O técnico do Iraque disse que o resultado de 6 a 0 no duelo desta quinta-feira, em Malmo, na Suécia, ilustra a diferença técnica entre as seleções e servirá de lição para a sequência do país nas Eliminatórias da Ásia. […]

Arquivo Publicado em 12/10/2012, às 00h07

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Os seis gols levados no amistoso contra o Brasil não foram suficientes para abalar Zico. O técnico do Iraque disse que o resultado de 6 a 0 no duelo desta quinta-feira, em Malmo, na Suécia, ilustra a diferença técnica entre as seleções e servirá de lição para a sequência do país nas Eliminatórias da Ásia. O próximo adversário será a Austrália, na terça-feira, em Doha.

“Se eu tivesse perdido de 6 a 0 para as Ilhas Fiji estaria preocupado. A diferença é muito grande, de profissionalismo, de qualidade técnica. Então é uma pena que eu esteja aqui há um ano e pela primeira vez tenha jogado contra uma equipe assim. É para os jogadores sentirem a dificuldade e o que eles têm que fazer para melhorar”, afirmou.

O Iraque atualmente ocupa a 80ª colocação do ranking e está longe de uma vaga na Copa do Mundo do Brasil, em 2014. Uma derrota para os australianos praticamente elimina os iraquianos. Por isso, Zico demonstrou irritação com a marcação do amistoso a 10 horas de viagem e com um clima muito diferente do esperado para o jogo de terça.

“No um ano que estou aqui, jogamos somente contra times fracos, clubes e não pude jogar contra nenhuma dessas forças. E, agora, quando arrumaram, ainda vem na hora errada. A gente estava em uma temperatura altíssima, tivemos que viajar, estamos voltando amanhã, muito perto do jogo. Isso é que influi bastante. Toda essa falta de organização, de estrutura, isso tudo é que precisar melhorar para o futebol do Iraque ir para frente”.

As reclamações de Zico não pararam por aí. “Os jogadores não têm chuteiras adequadas para jogar nesse tipo de piso. Você podia ver claramente que eles adiantavam a bola com muita facilidade, perdiam bolas fáceis, porque na Zona Asiática os campos são todos secos, duros e eles usam chuteiras diferentes”, completou.

Com todas as ressalvas feitas ao “jogo indesejado”, Zico ainda disse não temer por demissão. “O jogo não muda nada, não tem nenhuma influência no meu futuro e na minha posição em relação à seleção do Iraque. Gostaria que o Iraque pudesse ter mais jogos dessa qualidade contra equipes sul-americanas e contra equipes europeias”, opinou.

Jornal Midiamax