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Voçoroca que já ameaçou delegacia em Ivinhema continua sem reflorestamento

A cratera que quase engoliu a delegacia da cidade em janeiro de 2010 não mais representa ameaça visível à população, mas ainda não passou por nenhum tipo de reflorestamento. Alguns moradores chegam a jogar entulhos nesta voçoroca que já foi motivo para que recursos dos governos estadual e federal fossem destinados ao município. Até um […]

Arquivo Publicado em 23/08/2012, às 21h08

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A cratera que quase engoliu a delegacia da cidade em janeiro de 2010 não mais representa ameaça visível à população, mas ainda não passou por nenhum tipo de reflorestamento. Alguns moradores chegam a jogar entulhos nesta voçoroca que já foi motivo para que recursos dos governos estadual e federal fossem destinados ao município. Até um móvel é possível identificar na fotografia recente, tirada na semana passada.

Em 2011, a chuva chegou a aumentar a cratera em 40 metros, e só então, foi tomada uma medida paliativa com os recursos federais. Questiona-se a espera de uma situação como esta para resolver mais uma vez o problema de forma paliativa. A medida segura o desastre com recursos federais, no entanto, deixa a fonte da questão, a voçoroca aberta, que depois de algum tempo, exige mais verba para solucionar a mesma fragilidade. Há um inquérito no Ministério Público Estadual para apurar o caso, e no mês de outubro deve ser solicitada nova vistoria no local, de acordo com a promotoria.

A Portaria número 167, de 22 de março de 2011, publicada no Diário Oficial da União, reconheceu a situação de emergência no Município de Ivinhema naquele ano. De acordo com o levantamento da Cedec-MS, na época, o município de Ivinhema teve prejuízos em parte das áreas urbana e rural com 64 pessoas afetadas, sendo 35 desabrigadas. Para recuperar os estragos, o prefeito Renato Câmara, solicitou R$ 10 milhões.

No mesmo dia foi decretado o estado de emergência em Anastácio e Dois Irmãos do Buriti. Na primeira cidade, mais de quatro mil pessoas foram afetadas com as chuvas, e o montante solicitado foi de R$ 2,5 milhões. Em Dois Irmãos do Buriti, as enchentes afetaram 1,8 mil pessoas e para recuperar a área urbana da cidade foram solicitados R$ 808,6 mil.

Para reforçar o pedido de recursos federais, em Ivinhema o prefeito gravou até um vídeo, onde mostra a voçoroca e fala que vai resolver a questão de forma “ampla e emergencial”. Logo no início do vídeo, o prefeito justifica o pedido da por recursos federais, dizendo que a voçoroca é “uma erosão difícil e complexa”.

De acordo com o relatório do Tesouro Nacional somente no ano de 2011, o Fundo de Participação Municipal foi de R$ 9.604.539,48, verba repassada do Governo Federal para o cofre municipal de Ivinhema.

Renato Câmara (PMDB) é prefeito nos últimos oito anos, está em segundo mandato, hoje apoia o candidato a prefeito Tuta (PMDB) em Ivinhema. Em seu quinto ano de administração, Renato elogiou os governos estadual e federal, pelos repasses ao município de Ivinhema, em entrevista ao jornal O Progresso.

O problema com a voçoroca é antigo. Em 2005, o Ministério Público Estadual já havia se manifestado em relação à questão. A medida correta nesses casos é trabalhar na estabilização da voçoroca e na revegetação da área, o que visivelmente não foi feito.

Jornal Midiamax