Geral

Vivo terá que retirar torre instalada em área pública junto a presídio

Operadora Vivo que controla a torre diz que analisará pedido da retirada, mas que garante serviço de qualidade prestado na região.

Arquivo Publicado em 30/08/2012, às 18h48

None

Operadora Vivo que controla a torre diz que analisará pedido da retirada, mas que garante serviço de qualidade prestado na região.

Por estar em um terreno público e sem a documentação necessária, a torre de telefonia da Vivo, localizada próximo ao presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, está prestes a ser retirada do local. A afirmação é do titular da Sejusp/MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), Wantuir Jacini.


”Como é a prefeitura que emite as licenças de funcionamento para as antenas de telefonia, já questionei o órgão sobre o porque da torre estar no terreno da Agepen/MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). Quero saber ao certo quem é que autorizou o funcionamento das antenas, que emitem um sinal muito forte para dentro do presídio”, afirma Jacini.


Caso não seja apresentada documentação alguma, o secretário da Sejusp disse que irá revogar o funcionamento da torre e emitir o prazo de 30 dias para a retirada das antenas.


“Só descobri agora que estavam em terreno público. Quando pedi as operadoras para instalarem bloqueadores, não aceitaram porque o custo seria multo alto, em torno de R$ 2,5 a R$ 3 milhões. E, se as antenas não estivessem tão próximas ao muro do presídio, eles poderiam colocar os bloqueadores ao custo que varia de R$ 50 a R$ 60 mil. Como não quiseram de maneira alguma, agora vou revogar e arrancar aquilo de lá”, garantiu o titular da Sejusp.

Secretário visita Máxima e diz que celulares continuam sendo jogados por cima do muro


Em visita a unidade na tarde de ontem (29), Jacini diz que verificou que celulares continuam sendo jogados por cima do muro e que até caixas sedex de outros estados e municípios estão chegando para os presos. Nos corredores do presídio, inclusive, ele viu centenas de encomendas para serem entregues.


”Esse é um direito inviolável. Durante o cumprimento da pena, o preso perde o direito de ir e vir, mas não de receber cartas. Acontece que lá também podem vir outras coisas e não há agentes suficientes para fazer uma fiscalização sistemática, retirando o preso, fazendo depois ele abrir e caixa e verificar o que tem dentro”, comenta o secretário ao Midiamax.


Uma solução, de acordo com Jacini, seria designar mais agentes e, se possível, utilizar cães farejadores antes de entregar as encomendas. “Com certeza, com o trabalho destes animais treinados, drogas e explosivos não entrariam na unidade”, avalia Jacini.


Polícia descobre que mentores de crimes seriam detentos da Máxima, que comandavam ações pelo celular


Durante investigação da Polícia Civil, casos recentes, como o latrocíno de um casal no dia quatro de julho e a descoberta de uma quadrilha que arquitetou o roubo de um caminhão, crime que culminou no sequestro do motorista e a morte de um bandido na troca de tiros com a polícia, no dia 23 de agosto, dão conta que os mentores do crime foram presidiários que deram ordens, por telefone, para comparsas cometerem a ação.


Prefeitura também cancelou licença da torre esta semana


Por parte da prefeitura, nesta semana a Semadur (Secretaria Municipal de Meio e Desenvolvimento Urbano) também notificou as operadoras de telefonia celular para a remoção da torre e cancelou a licença esta semana.


O argumento seria de que a torre não atende à Lei Estadual de Licenciamento Ambiental N°3.365, que proíbe à transmissão de equipamento de transmissão de telefonia celular em bens públicos, lugares comuns do povo, etc. A primeira autuação prevê multa de R$ 10 mil, podendo ser dobrada com o não cumprimento da lei. Ao total, não só aquela, como o funcionamento de 350 torres na cidade estão sendo verificadas, segundo a comunicação da prefeitura.


Vivo diz que analisará pedido da prefeitura e que garante qualidade do serviço na região


Em nota de esclarecimento ao Midiamax, a assessoria de imprensa da Vivo, operadora que comanda a torre, mas que também compartilha o sinal com as concorrentes, afirmou que “analisará a comunicação da Prefeitura e avaliará as possibilidades de tratamento do tema, de maneira que garanta a continuidade dos serviços prestados na região, com a devida e esperada qualidade, mantendo o atendimento aos seus usuários, em especial aos moradores e comerciantes locais”.

Jornal Midiamax