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Ventos de 60Km/h arrancam árvores e telhados em Dourados

Vendaval que iniciou na madrugada desta terça-feira (16) em Dourados arrancou árvores e destelhou casas na região norte da cidade. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Vicente Chencareck, ventos de 60 quilômetros por hora destelharam seis imóveis localizados em bairros situados na rota entre BNH 1º Plano, 2º Plano, 3º Plano e Vila Rosa. Foram 40 […]

Arquivo Publicado em 16/10/2012, às 13h14

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Vendaval que iniciou na madrugada desta terça-feira (16) em Dourados arrancou árvores e destelhou casas na região norte da cidade. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Vicente Chencareck, ventos de 60 quilômetros por hora destelharam seis imóveis localizados em bairros situados na rota entre BNH 1º Plano, 2º Plano, 3º Plano e Vila Rosa. Foram 40 milímetros de chuva com rajadas de vento que sacudiram telhados, derrubaram platibandas e padrões de energia.


Chencarek diz que entre outubro e março há predominância de ocorrências deste tipo de desastre natural, devido ao encontro de massas quentes e frias que vêm do litoral ou sul do país. Vale lembrar que neste período, em anos anteriores, Dourados enfrentou chuvas de granizo, alagamentos e um tornado que deixou milhões em prejuízos.


Na semana passada, um vendaval atingiu a região Sul de Dourados – BNH 4º Plano, Grande Água Boa e adjacências, onde o prejuízo foi maior do que o computado hoje.


No dia 25 de setembro passado, Caarapó também foi castigada com ventos de 75 km/hora e chuva de ‘pedra’ que duraram cerca de 20 minutos, arrancaram árvores, destruíram telhados de cerca de mil casas e estabelecimentos comerciais. Na capital, o problema é alagamento na região central.


PREVENÇÃO


O coordenador da Defesa Civil de Dourados, Vicente Chencareck. alerta para outras ocorrências durante este período crítico que deve se estender até o primeiro trimestre de 2013. Ele aconselha a aproveitar dias de estiagem para providenciar a manutenção dos telhados, a limpeza das calhas e dos bueiros, a fim de evitar que se formem enxurradas que acarreiam sujeira e água para dentro das casas.


O cidadão deve informar à Guarda Municipal/Defesa Civil sobre árvores antigas em risco de cair. Basta ligar para o telefone 199 que a GM providenciará o laudo e, se for o caso, a retirada da espécie. A poda radical de árvores para evitar que galhos encostem na fiação da rede de distribuição de energia é um dos fatores determinantes à deterioração das espécies que passam a atrair ‘cupins’ – insetos que, depois de destruir a madeira, buscam abrigo no madeiramento dos telhados das casas ao redor, onde consomem tudo à sua volta, colocando em risco a segurança da habitação e seus moradores.


VEÍCULOS NA RUA


Chencarek orienta, ainda, evitar deixar carros estacionados embaixo de árvores em dia de chuva. Segundo ele, há uma semana, cinco veículos foram atingidos durante uma ventania na cidade de Dourados.


Durante temporais, a pessoa deve procurar abrigo em lugar seguro; nunca embaixo de árvores porque funcionam como um para-raios que recebem a descarga elétrica e pode matar carbonizado quem estiver ali.


“Na medida do possível, esperar para sair de casa a fim de evitar ser arrastado por correntezas ou sofrer outros tipos de acidentes”, diz Vicente Chencareck.

Jornal Midiamax