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Vendas no Natal em Campo Grande ficam abaixo das expectativas do comércio

Em novembro passado, o presidente da Associação Comercial de Campo Grande já estimava um crescimento de 4% a 5% em relação a 2010

Arquivo Publicado em 03/01/2012, às 13h51

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Em novembro passado, o presidente da Associação Comercial de Campo Grande já estimava um crescimento de 4% a 5% em relação a 2010

O comércio de Campo Grande em 2011 teve um crescimento moderado de 4,83% em relação a dezembro de 2010 ficando abaixo da expectativa da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG).


Em novembro passado, o presidente da entidade, já estimava um crescimento de 4% a 5%. “O consumidor estava otimista com o desempenho da economia, mas foi um otimismo contido, sem euforia”, disse Omar Aukar, presidente da ACICG.


“Foi um reflexo do ano inteiro”, comenta Evanildo Francisco dos Santos, gerente de um comércio de calçados no centro de Campo Grande que acredita ter vendido 20% abaixo de 2010, no mesmo período.


“Esse Natal não correspondeu às expectativas”, conta Mari Garcez, gerente de uma loja de bolsas e malas na Capital, que especula aumento de 5% a 10% das vendas de dezembro em relação a todo ano passado.


Ao contrário do quadro de estagnação, Suzimeire Melo, diz que o Natal, na loja de roupas femininas onde trabalha “foi maravilhoso”. A gerente garante que as vendas atingiram 80% de aumento em relação a dezembro de 2010.


Pesquisa feita pela Fecomércio/MS, em parceria com a Fundação Manoel de Barros e Universidade Anhanguera – Uniderp, divulgada em novembro informou que o 13º salário dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul injetaria R$ 1,7 bilhão na Economia do Estado no final de 2011.


A pesquisa revelou que a data deveria movimentar R$ 461,1 milhões em 11 cidades de MS. A Fecomércio/MS informará quanto foi à movimentação ainda nesta semana.


Comparação de 2011 com 2010


De acordo com o gerente do SPC na Capital Valdineir Ciro de Souza, a diminuição deve-se por 2010 ter sido um ano de crescimento econômico com o Produto Interno Bruto (PIB) que alcançou os 7,5% –a maior alta para o indicador desde 1986 –, se comparado as proximidades dos 3% de 2011.


De acordo com a Associação, mesmo com o reflexo da crise europeia, batendo a porta, a expectativa para 2012 é de crescimento, diminuição da inflação, com manutenção de empregos, principalmente porque o ano começou com aumento no salário mínimo.

Jornal Midiamax