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Vendas de carros importados despencam 35% em maio com dólar alto e efeito do IPI

O tempo para o mercado de carros importados no país segue fechado e sujeito a trovoadas. As importadoras tradicionais, marcas sem fábricas instaladas no Brasil e que são representadas pela Abeiva, divulgaram o balanço do mês de maio nesta segunda-feira (11): de acordo com os números da entidade, as vendas das marcas associadas despencaram 35,6% […]

Arquivo Publicado em 11/06/2012, às 14h04

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O tempo para o mercado de carros importados no país segue fechado e sujeito a trovoadas. As importadoras tradicionais, marcas sem fábricas instaladas no Brasil e que são representadas pela Abeiva, divulgaram o balanço do mês de maio nesta segunda-feira (11): de acordo com os números da entidade, as vendas das marcas associadas despencaram 35,6% em relação ao mesmo período de 2011.


O aumento da alíquota do IPI para importados (medida de setembro de 2011, mas que ainda rege o desempenho do segmento) e a alta do dólar no ano são apontados como principais causas das perdas no período, mas a Abeiva não deixou de fazer críticas ao comportamento do governo, que seguiria beneficiando as montadoras nacionais, na leitura da entidade.


“Depois do pacote de incentivos anunciado no dia 21 de maio, de redução da alíquota do IPI para carros de 1.0 de 7% para 0, veículos de 1 a 2 litros de 11% para 5,5% [para modelos flex] e de 13% para 6,5%, somente as montadoras se beneficiaram”, afirmou Flavio Padovan, que acumula as funções de presidente da Abeiva e diretor-presidente da Jaguar Land Rover do Brasil. “Os carros importados tiveram redução [de alíquota] , mas de 37% para 30% no carro de 1 litro e de 41% e 43% para 35,5% e 36,5%, respectivamente, para veículos de 1 a 2 litros flex fuel e gasolina, sem levar em conta a alta do dólar”.


Ainda de acordo com a Abeiva, o recuo do restante do mercado no período foi de apenas 4,4%.

Jornal Midiamax