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Vara da Infância e da Juventude busca capacitar 100% dos internos

Diversas empresas do setor público e privado demonstraram interesse em participar do projeto que busca implantar medidas socioeducativas em meio aberto para os adolescentes internos. O projeto é de autoria da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Campo Grande.A reunião para discutir a parceria foi realizada na terça-feira (24) e abordou temas […]

Arquivo Publicado em 26/01/2012, às 13h15

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Diversas empresas do setor público e privado demonstraram interesse em participar do projeto que busca implantar medidas socioeducativas em meio aberto para os adolescentes internos. O projeto é de autoria da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Campo Grande.

A reunião para discutir a parceria foi realizada na terça-feira (24) e abordou temas como a possibilidade do encaminhamento dos adolescentes para o curso de profissionalização, cursos técnicos ou de capacitação necessários para a reeducação do grupo e sua inserção no mercado de trabalho.

A medida já vem sendo feita pela Vara da Infância e Juventude e o objetivo da reunião foi incluir mais parceiros com a ideia de incentivar os jovens. Segundo o juiz titular da Vara da Infância e Juventude, Roberto Ferreira Filho, já existe um projeto com o SENAC. “Foram mais de trinta meninos internos que participaram, mas a intenção é expandir a parceria para todos os meninos e meninas da Unei. Nosso objetivo é fazer com que 100% dos adolescentes se capacitem com o curso de qualificação”.

Desenvolver o lado profissional dos jovens ajuda na reeducação e na inclusão social, destaca o juiz. “Os jovens que vão pra Unei devem ser preparados para o mercado de trabalho, até para que eles não precisem voltar para a internação. Um dos principais instrumentos para isto é a capacitação por meio de cursos”, afirma.

Para Roberto Ferreira Filho, isso também serve como uma nova perspectiva de vida. “Uma maneira de trazer melhorias para estes jovens é mostrando que o trabalho honesto é o melhor caminho”.
O juiz também garante que esta medida não serve para substituir a maneira educativa tradicional, ou seja, a internação, apenas complementa esta medida. Os adolescentes que tiverem bom desempenho e dedicação recebem uma anotação positiva no relatório e isso pode ser decisivo na avaliação final.

A medida socioeducativa não serve só como um benefício no relatório do interno, mas também para corrigir a indisciplina. “Caso ele se recuse a fazer o curso, terá uma observação anotada no relatório dele e com isso ele pode até permanecer internado pois fica demonstrado que mesmo internado ele não leva a sério as obrigações, imagina na rua” explica o juiz.

Jornal Midiamax