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Vacinação contra raiva entra na fase final em Corumbá

De acordo com o Centro de Controles de Zoonoses de Corumbá, a etapa de vacinação contra a raiva animal, desencadeada no início de setembro, devido a um caso positivo de raiva na parte alta da cidade, já entrou na fase de encerramento. Até esta sexta-feira, 19 de outubro, a vacinação deve ser concluída. A chefe […]

Arquivo Publicado em 18/10/2012, às 14h58

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De acordo com o Centro de Controles de Zoonoses de Corumbá, a etapa de vacinação contra a raiva animal, desencadeada no início de setembro, devido a um caso positivo de raiva na parte alta da cidade, já entrou na fase de encerramento. Até esta sexta-feira, 19 de outubro, a vacinação deve ser concluída. A chefe do CCZ, Grace Bastos, disse que cães e gatos que vivem em bairros da parte alta estão recebendo as últimas doses da campanha. Após o encerramento, as equipes irão voltar apenas às residências que estavam fechadas durante a vacinação.


A veterinária do Centro de Controle de Zoonoses, Walquíria Arruda da Silva, afirmou ao Diário que a meta de vacinar 20 mil animais deve ser atingida, apesar de as equipes ainda enfrentarem resistência de uma parcela da população. “Por diversas vezes os agentes não são recebidos e o trabalho visa tão somente a prevenção. Apesar dessas recusas, a estimativa é que a meta seja atingida. A etapa final da vacinação segue até esta sexta-feira, quando o último bairro a receber a campanha será o Guató.”, esclareceu.


No início de outubro, foi registrado na Bolívia um caso de raiva canina. De acordo com o CCZ de Corumbá, o animal veio a óbito e foi encaminhado para Corumbá, onde foi confirmada a suspeita.


“O caso de raiva canina na Bolívia não altera as atividades de vacinação aqui em Corumbá. Já é de nosso conhecimento que há casos de raiva no país vizinho, por isso realizamos a campanha em nosso país. O caso registrado na Bolívia nos leva a tentar estabelecer uma campanha de vacinação naquele País. Estamos definindo isso com as autoridades em saúde bolivianas”, ressaltou Grace Bastos, chefe do CCZ.


Recolhimento


A Vigilância em Saúde da Prefeitura reforça que além da vacinação, os cães que forem encontrados na rua, serão recolhidos para o Centro de Controle de Zoonoses e caso o proprietário não apareça para retirar o animal, ele irá para sacrifício. “Os donos dos animais, cães e gatos, devem mantê-los em casa, pois, caso forem encontrados vagando pela rua, serão recolhidos ao CCZ e lá permanecerão por três dias. Nesse período, os proprietários poderão ir até lá, munidos da carteirinha de vacinação que comprove que o animal tomou as devidas vacinas e que pode retornar para casa. Caso o proprietário não procure o CCZ ou não apresente a carteira de vacinação, esse animal será sacrificado, pois não podemos correr o risco de soltar um animal infectado e mais casos de raiva canina aparecerem”, frisou a veterinária do CCZ, Walquíria Arruda.


Raiva


A raiva é uma zoonose viral, que se caracteriza como uma encefalite progressiva aguda e letal. Todos os mamíferos são suscetíveis ao vírus da raiva e, portanto, podem transmiti-la. A doença apresenta dois principais ciclos de transmissão: urbano e silvestre, sendo o urbano passível de eliminação, por se dispor de medidas eficientes de prevenção, tanto em relação ao ser humano, quanto à fonte de infecção.


A transmissão da raiva se dá pela penetração do vírus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas. O vírus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inoculação, atinge o sistema nervoso periférico e, posteriormente, o sistema nervoso central. A partir daí, dissemina-se para vários órgãos e glândulas salivares, onde também se replica e é eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos.

Jornal Midiamax