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UFC se esforça e tenta colocar o MMA no programa dos Jogos Olímpicos

Se em 2011 o UFC teve uma explosão de popularidade, não só no Brasil como em diversas partes do mundo, para os próximos anos a intenção é massificar ainda mais o MMA (Artes Marciais Mistas, da sigla em inglês) e tentar incluir o esporte no programa olímpico. Nos bastidores, os proprietários da empresa já estão […]

Arquivo Publicado em 01/01/2012, às 15h48

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Se em 2011 o UFC teve uma explosão de popularidade, não só no Brasil como em diversas partes do mundo, para os próximos anos a intenção é massificar ainda mais o MMA (Artes Marciais Mistas, da sigla em inglês) e tentar incluir o esporte no programa olímpico.
Nos bastidores, os proprietários da empresa já estão promovendo a modalidade no Comitê Olímpico Internacional. “Sabíamos que para os Jogos do Rio os esportes já haviam sido selecionados. Então, estamos trabalhando para a Olimpíada seguinte”, avisa Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC e sócio de Dana White.
Para os Jogos de 2016, os membros do COI escolheram o rúgbi e o golfe como modalidades novas, que estarão também na edição de 2020 – o local ainda não foi escolhido. Lorenzo teve reuniões recentes com importantes personalidades do mundo esportivo. “Nós tivemos muitas respostas positivas dos membros do Comitê Olímpico Internacional, incluindo Carlos Nuzman. Sei que ainda leva um tempo para educar, mas, se olhar o nosso esporte, vemos que é uma combinação de vários esportes olímpicos: boxe, luta greco-romana, tae-kwon-do e judô. É o que as artes marciais mistas são.”
Dana White defende a inclusão do MMA no programa olímpico, mas, ao contrário do sócio, não tem tido reuniões sobre o assunto. “Não é meu trabalho, tenho muita coisa a fazer. É a nova arte marcial. Está se tornando cada vez mais popular, pessoas treinando ao redor do mundo, crianças, homens, mulheres… Os lutadores mais velhos estão se aposentado, assumindo novas funções, e uma nova geração está vindo com força. Isso vai acontecer, não tenho dúvidas.”
Para um esporte fazer parte dos Jogos Olímpicos, alguns aspectos são levados em consideração, como a abrangência global da modalidade, a história, a tradição, a popularidade, a imagem e até os custos envolvidos. Também exige-se uma Federação Internacional desenvolvida da modalidade. O snowboard, por exemplo, acabou entrando na programação dos Jogos de Inverno por causa do grande apelo que tinha junto aos torcedores.
Desta forma, o UFC inicia uma empreitada de olho nas reuniões que o COI realizará em 2013. Até lá, contará com o crescimento vertiginoso do MMA no mundo para tentar colher alguns frutos. “O MMA deveria ser olímpico agora. É só ver os esportes que já estão nos Jogos: o boxe, que dá socos, o tae-kwon-do, que pode socar e chutar, o judô, com finalizações, a luta olímpica. Tudo que a gente faz no MMA já é esporte olímpico. Acho que deveria ser integrado logo”, conclui Dana White. 
Jornal Midiamax