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Três campos de futebol é o tamanho da area poluída por piche de tonéis abandonados, diz PMA

Três campos de futebol, equivalente a 30 mil metros quadrados, ou três hectares é o tamanho da área poluída por piche que estavam em dois tonéis abandonados da Construtora ARO, nas proximidades da BR-262 em Miranda, entre o Buraco das Piranhas e o Morro do Azeite. O levantamento da extensão do local foi feita pela […]

Arquivo Publicado em 05/12/2012, às 21h52

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Três campos de futebol, equivalente a 30 mil metros quadrados, ou três hectares é o tamanho da área poluída por piche que estavam em dois tonéis abandonados da Construtora ARO, nas proximidades da BR-262 em Miranda, entre o Buraco das Piranhas e o Morro do Azeite.

O levantamento da extensão do local foi feita pela Polícia Militar Ambiental (PMA), nesta quarta-feira (5). A Defesa Civil e o Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul), órgão este último que confeccionará a multa, também fizeram análize na região.

Testemunhas que denunciaram o caso, tiraram fotos de animais mortos por causa do piche amolecido. A PMA confirmou a morte de um jacaré e um lagarto teiú. No local existe um lago artificial, que segundo a Polícia Militar não foi afetado.

A reportagem obteve a informação que a construtora que abandonou o material, a Aro, é a mesma denunciada em matéria do Midiamax intitulada “Abandonado por empreiteira que recebeu R$ 93,5 mi, trecho da BR-262 oferece perigo”, em sete de maio desse ano. Leia matéria completa aqui.

Há dois meses a Construtora foi multada em R$ 50 mil pelo abandono do material.

Com o agravamento da situação será feita uma nova notificação, desta vez também para o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), já que o órgão é o responsável pela licitação e manutenção da rodovia e foi quem contratou a Construtora Aro.

Posteriormente, será encaminhada denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE), informou o subcomandante da Polícia militar Ambiental de Mato Grosso do sul (PMA), major Cesar Freitas Duarte.

Em nota, o Dnit informou que técnicos estiveram no local e adotaram medidas para impedir que o pequeno volume derramado dos referidos tanques afetasse algum manancial.

Nota do Dnit/MS:

O material foi protegido e mantido contato com a empresa proprietária dos equipamentos para que executasse a sua retirada imediata.

O vazamento ocorreu, acredita-se, devido a ação de vândalos que roubaram os registros dos tanques, inclusive com o tombamento de uma das unidades.

O Dnit/MS reafirma seu compromisso com o bem estar da sociedade e com a preservação do meio ambiente e fará tudo ao seu alcance para equacionar o problema com a máxima urgência possível.

Jornal Midiamax