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Tradicional distribuição de jornais também é momento de reencontrar amigos

Uma maneira acessível e gratuita de transmitir informação, além de um momento para encontrar os amigos, bater-papo e se interagir dos acontecimentos da semana em Campo Grande. Essa é a descrição de muitas pessoas para a tradicional distribuição de jornais na Avenida Afonso Pena, durante a manhã de domingo, na Capital. Ao todo, são distribuídos […]

Arquivo Publicado em 08/01/2012, às 20h05

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Uma maneira acessível e gratuita de transmitir informação, além de um momento para encontrar os amigos, bater-papo e se interagir dos acontecimentos da semana em Campo Grande. Essa é a descrição de muitas pessoas para a tradicional distribuição de jornais na Avenida Afonso Pena, durante a manhã de domingo, na Capital.

Ao todo, são distribuídos cerca de 50 mil exemplares a cada domingo. “Já se fazem mais de dez anos que venho aqui aos domingos, para encontrar os amigos de “farda” e pegar os meus semanários. No começo, eram poucos meios de comunicação que faziam a distribuição, mas hoje já são muitos, sem falar nos “panfleteiros” e acadêmicos que divulgam o seu trabalho. Eu acordo cedo e venho de ônibus, do Jardim São Lourenço. Acho muito boa essa iniciativa e espero que não acabe nunca”, afirma o comerciário Aron de Souza Góes, 75 anos.

Também assíduo ao evento nos domingos, o pintor de automóveis Vanir Queiroz, conta que freqüenta o local há mais de 15 anos. “Eu pego todos que estão sendo distribuídos para ter o que ler a semana inteira. Para quem não tem acesso a informação, através de internet ou de um jornal diário, esta é a melhor maneira de se interagir do que está acontecendo. Gosto também de pegar panfletos de propagandas, porque sempre encontro mercadorias que preciso comprar”, diz Queiroz.

No embalo do movimento

No embalo do movimento, o militar reformado José Magalhães Filho, 65 anos, conta que conversa com as pessoas que pegam jornal e “passa a sua mensagem”. “Peço para as pessoas não reelegerem candidatos. Quando a sociedade faz isso, profissionaliza a pessoa. O poder inebria e a pessoa é corroída por ele, se tornando corrupta. Com isso, os representantes do poder não fazem valer a maioria da vontade da população. O candidato pode prosseguir e contribuir em outros cargos, mas não se reeleger”, avalia Magalhães.

Jornal Midiamax