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Torcida do Santos protesta contra Ganso e pede “respeito”

A paciência da torcida do Santos com o meio-campista Paulo Henrique Ganso chegou ao fim. Antes do clássico contra o Palmeiras, neste sábado, no Estádio do Pacaembu, os adeptos alvinegros, que tiveram direito a cerca de 2 mil ingressos, gritaram palavras de ordem contra o atleta, que negocia transferência para outras equipes, como o rival […]

Arquivo Publicado em 25/08/2012, às 21h29

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A paciência da torcida do Santos com o meio-campista Paulo Henrique Ganso chegou ao fim. Antes do clássico contra o Palmeiras, neste sábado, no Estádio do Pacaembu, os adeptos alvinegros, que tiveram direito a cerca de 2 mil ingressos, gritaram palavras de ordem contra o atleta, que negocia transferência para outras equipes, como o rival São Paulo e o Inter.

O protesto dos torcedores santistas presentes ao Pacaembu ocorreu logo após a entrada dos jogadores no gramado. Durante a tradicional entoação de apoio aos atletas escalados como titulares, a torcida mudou a saudação para Ganso, mandando um aviso ao atleta.

“Não é mole não, o Paulo Henrique mais respeito com o Peixão”, gritaram os torcedores. Normalmente, o grito dos santistas é bem mais simpático ao jogador: “não é mole não, o Paulo Henrique é o maestro do Peixão”.

Durante a semana, a negociação do meia com o São Paulo foi intensificada. O clube tricolor deseja contratar o atleta em virtude da futura saída de Lucas para o futebol francês, mas esbarra na recusa do time da Vila. Em entrevistas, Ganso disse que gostou da proposta são-paulina e que seria um prazer jogar pelo time do Morumbi, fato que revoltou mais ainda os torcedores.

De camisa 10 ideal a meia contestado

Ganso, revelado nas categorias de base do Santos, começou no clube em 2008, junto a Neymar, a maior estrela do time na atualidade.

Desde que chegou ao time profissional, a carreira de Ganso se revezou em sobes e desces. Nos primeiros anos, o jogador conquistou críticos e torcedores não apenas por ser uma das maiores promessas do futebol do Brasil, mas por ter surgido como protótipo do camisa 10 criativo e pensador, em falta nos últimos anos.

A trajetória de Ganso – que parecia traçar uma ascensão meteórica rumo ao estrelato nos principais gramados do mundo – teve, porém, um baque grande em 2010. No meio daquela temporada, o jogador sofreu grave lesão no ligamento cruzado de seu joelho.

A lesão deixou Ganso fora dos gramados por seis meses e comprometeu a sequência da carreira no Santos do jogador, que não conseguiu manter o nível de seu futebol e perdeu prestígio com a torcida.

A volta ao clube veio durante a Copa Libertadores de 2011, mas nem a conquista do título continental fez com que o meia retornasse a seus melhores dias no Santos. À sombra de Neymar, que se consolidava como grande ídolo e craque do Brasil, Ganso perdeu espaço na mídia e também na Seleção Brasileira. De camisa 10 incontestável, o jogador passou a opção para o meio-campo.

No time olímpico de Mano Menezes, que ficou com a prata na Olimpíada de Londres, o meia Oscar, do Internacional, vestiu a camisa 10 da equipe, a qual, há poucos anos, era reservada para o jogador santista.

Jornal Midiamax