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Testes nucleares da Coreia do Norte podem provocar reações da comunidade internacional, diz Hillary

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, cobrou hoje (16) do governo da Coreia do Norte o fim dos testes com mísseis de longo alcance, a abertura do país para o restante do mundo e a priorização da população. Segundo ela, se os testes forem mantidos, a comunidade internacional reagirá de forma mais intensa do […]

Arquivo Publicado em 17/04/2012, às 01h15

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A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, cobrou hoje (16) do governo da Coreia do Norte o fim dos testes com mísseis de longo alcance, a abertura do país para o restante do mundo e a priorização da população. Segundo ela, se os testes forem mantidos, a comunidade internacional reagirá de forma mais intensa do que as atuais sanções.


“Nós esperamos ver um comportamento diferente por parte da Coreia do Norte”, disse a secretária, depois de se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. “A Coreia do Norte tem de mudar suas políticas, abrir-se para o resto do mundo, pensar primeiro na sua população, em vez de pensar no programa nuclear”.


Hillary e Patriota também conversaram sobre os avanços nas negociações para encerrar o impasse em torno do programa nuclear iraniano. Para a secretária de Estado, a tendência é avançar positivamente nas discussões com o chamado P5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China, França e Alemanha). As primeiras reuniões ocorreram no dia 14 e as próximas estão marcadas para o final de maio.


Patriota, no entanto, alertou que o Brasil é favorável à busca por um acordo pacífico e diplomático. Segundo ele, medidas intervencionistas de ordem militar podem ter consequências graves para a região. “O Brasil sempre apoiará os processos diplomáticos, pacíficos e das negociações que possam produzir resultados”.


Mas, segundo o ministro, o governo brasileiro se preocupa com ações militares na região. “[Temos preocupação com os riscos de] uma ação militar possa criar ainda mais instabilidade, isso seria a receita da disseminação da instabilidade em uma escala com repercussões imprevisíveis”.

Jornal Midiamax