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Tecnologia desenvolvida por agentes penitenciários do MS é empregada em presídios federais do País

Tecnologia do software permite que toda movimentação dentro de uma unidade prisional seja disponibilizada em segundos. Anterior a isto era preciso movimentar pilhas de papel.

Arquivo Publicado em 25/08/2012, às 17h01

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Tecnologia do software permite que toda movimentação dentro de uma unidade prisional seja disponibilizada em segundos. Anterior a isto era preciso movimentar pilhas de papel.

Os agentes penitenciários de Mato Grosso do Sul, Wagner Faria França e Alexandre Oliveira de Albuquerque estão montando em outros estados tecnologia de gerenciamento de unidade prisional que foi desenvolvida no Estado. Todo processo anteriormente a esta criação era feito por meio de planilhas no programa Excel ou em arquivos de papel. Agora tudo é online.

Num primeiro momento o software denominado Siapen (Sistema Integrado de Administração Penitenciária) foi implantado em unidades de Mato Grosso do Sul, sendo a primeira no Instituto Penal de Campo Grande e posteriormente em outros presídios. Depois disto o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) tomou conhecimento por meio do então diretor do Presídio Federal de Campo Grande. Os dois agentes foram então convidados a instalar o sistema em quatro penitenciárias federais (Campo Grande, Catanduva/PR, Mossoró/RN, Porto Velho/RO) além de presídios distritais de Brasília.

Com o sistema de gerenciamento de unidades prisionais é possível online comandar e saber sobre todas as movimentações nas instalações como foto dos presos, módulo de inteligência, armas, entrada e saída de internos, georreferenciamento, portaria, confere dos internos, atendimentos psicossociais, atendimentos jurídicos, médicos, entrada de visitantes com carteirinha de código de barra.

Para dar um exemplo da importância do sistema, um dos maiores problemas do sistema penitenciário nacional é saber em que unidade prisional está determinado condenado. Com o software desenvolvido por Wagner e Alexandre isto é possível em segundos. Além disso, é possível controlar quantos presos vão ter direito a progressões de pena e em que data; tudo com precisão.

A reportagem apurou que os dois agentes penitenciários estaduais de MS estão trabalhando agora em conjunto com 12 agentes penitenciários federais. Existe convite para instalar o software em outros estados, porém isto vai depender da orientação do Depen.

De acordo com o chefe de inteligência da Depen e ex-diretor do presídio federal de Campo Grande, Washington Clark dos Santos o projeto está sendo desenvolvido com os agentes penitenciários de MS com outros 12 agentes penitenciários federais. Outro sistema ainda mais preciso está em desenvolvimento com os agentes Wagner e Alexandre. É uma combinação de conhecimentos. As empresas já possuem algo semelhante e agora é estudada a integração do que já existe no ramo privado com a ferramenta deles (agentes do MS). Depois de tudo pronto será apreciado no âmbito superior como, por exemplo, o Ministério da Justiça.

Jornal Midiamax