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Suspeito de massacre não era brilhante e tinha azar com mulheres

James Holmes, acusado de conduzir um massacre em um cinema nos Estados Unidos, não era ou nem sempre foi o aluno brilhante como alguns veículos da mídia americana o tem apresentado desde a tragédia da última sexta-feira, pelo menos essa é a opinião de um professor da Universidade da Califórnia de San Diego que atuou […]

Arquivo Publicado em 24/07/2012, às 14h30

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James Holmes, acusado de conduzir um massacre em um cinema nos Estados Unidos, não era ou nem sempre foi o aluno brilhante como alguns veículos da mídia americana o tem apresentado desde a tragédia da última sexta-feira, pelo menos essa é a opinião de um professor da Universidade da Califórnia de San Diego que atuou como seu supervisor.


Em entrevista ao jornal Los Angeles Times divulgada na segunda-feira, John Jacobson, 37 anos, confirmou que supervisionou Holmes durante um estágio no prestigiado Instituto Salk durante o verão de 2006. “Ele nunca deveria ter chegado ao programa de verão. As suas notas eram medíocres”, diz Jacobson, que afirma que Holmes foi aceito porque, apesar de notas insuficientes – a maioria seria B e B+ -, seu currículo apontava experiência em programação de computador. “Eu ouvi ele ser descrito como brilhante. Isso é extremamente impreciso”, acrescentou.


O professor afirma que Holmes era “cabeça dura, não comunicativo e irresponsável”. “Minha experiência com ele foi bem ruim”, diz Jacobson, que atualmente é um candidato ao Ph.D em filosofia e ciências cognitivas pela mesma universidade.


Em um vídeo divulgado pela TV ABC em que aparece falando sobre ilusões temporais, Holmes afirma que Jacobson era seu mentor. “Isso não é verdade. É quase uma difamação. Eu nunca fui seu mentor”, diz o professor, que afirma que o suposto atirador falhou em entregar o projeto que deveria ter realizado durante o estágio.


Perfil em rede de sexo casual


Na segunda-feira, o jornal americano NY Daily Post informou, citando fontes oficiais, que o perfil atribuído a Holmes do site de sexo casual Adult Friend Finder pertencia mesmo ao suspeito. Em sua página, ele utilizava a alcunha “classicjimbo” e dizia ser um heterossexual à procura de sexo casual. “Você me visitaria na prisão?”, dizia a frase do perfil, que foi removido do site, antes do massacre.


Também na segunda-feira, o site de fofocas TMZ afirmou Holmes tinha recentemente sido rejeitado por três mulheres no site. Em entrevista ao site, uma das mulheres afirmou que o suposto atirador a abordou com uma “mensagem ingênua”, dizendo que gostaria de conversar, “nada sexual”. Posteriormente, a jovem de 24 anos de Fort Collins, no Estado do Colorado, mudou a frase do seu perfil para: “por favor não levem para o pessoal se eu hesitar em falar com qualquer um. Acabei de descobrir que alguém que eu adicionei neste site matou pessoas”.


Colegas de classe de Holmes na escola Westview High, em San Diego, contaram ao site The News que não se lembravam de em algum momento terem visto ele com uma namorada e que estavam chocados com a transformação pela qual o suspeito passou. “Ele parecia muito confuso. Parecia que os olhos iam sair de sua cabeça. Eu nunca vi esse olhar nele antes. Esse não era o garoto que eu conheci jogando futebol no colégio”, disse Brandon Wanda, 23 anos, após ver as imagens de Holmes no tribunal.

Jornal Midiamax