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Sistema prisional amplia número de ‘banquetas’ para detectar entrada de celulares nas cadeias

Secretário de Segurança Pública de MS, Wantuir Jacini, afirma que reforço na fiscalização não tem relação com suspeitas de ataques do PCC e recentes atentados em outros estados

Arquivo Publicado em 21/11/2012, às 13h40

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Secretário de Segurança Pública de MS, Wantuir Jacini, afirma que reforço na fiscalização não tem relação com suspeitas de ataques do PCC e recentes atentados em outros estados

Com investimento de R$ 23,4 mil, mais 35 banquetas detectoras de produtos eletrônicos serão utilizadas para reforçar o sistema de revistas em visitantes nas unidades penais do estado. Apesar dos recentes atentados divulgados de facções criminosas em Santa Catarina e São Paulo, as autoridades de MS afirmam que não há indícios de possíveis ataques aqui no estado e este não é o motivo do reforço na segurança pública.

A princípio, a instalação dos aparelhos promete reduzir em 50% a entrada de produtos eletrônicos em presídios de MS, conforme a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

Dentre os 29 estabelecimentos que serão beneficiados com a aquisição estão o Instituto Penal de Campo Grande, o Feminino Irmã Irma Zorzi e o Semiaberto, o Presídio de Trânsito, o Centro de Triagem, e a Gameleira. Do total, três banquetas ficarão disponibilizadas na sede da Agepen para possíveis substituições.

No interior, Corumbá, Dourados, e Rio Brilhante receberão mais dois detectores em cada município. Também serão beneficiados os municípios de Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Cassilândia, Dois Irmãos do Buriti, Jardim, Paranaíba, São Gabriel do Oeste, Ponta Porã, e Três Lagoas.

O aparelho possui o formato de um banco, com detectores sensíveis à presença de metal. A pessoa deve se sentar no local para verificar a existência de algum material eletrônico introduzido no corpo.

“O público do sistema penitenciário aumenta em 40% com as visitas. Muitos tentam levar produtos como celular e chip. Já comprovamos a eficácia das banquetas. Há uma diminuição em torno de 50% desses produtos, já que as pessoas ficam cientes da existência dos detectores e evitam burlar a segurança”, contou diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira.

Mato Grosso do Sul possui a população carcerária de 12 mil, de acordo com a Agepen. Outras medidas de segurança estão sendo tomadas, como reforço na fiscalização manual e instalação de câmeras de segurança.

Suspeitas de ataques do PCC

O Secretário de Segurança Públican de MS, Wantuir Jacini, ressaltou que nada disso tem haver com as suspeitas de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua dentro dos presídios, com base no estado de São Paulo, responsáveis pelos recentes ataques em Santa Catarina e São Paulo.

“Até agora, não há nenhum dado que leve a acreditar nas suspeitas de possíveis ataques. O serviço de inteligência realiza um trabalho rotineiro, e até o momento, nada comprova possível ataque do PCC”, afirmou Jacini.

Segundo ele, é uma mera coincidência, o aumento do reforço da segurança com os fatos que estão ocorrendo em outros estados. “A inteligência está monitorando os 45 presídios, não há motivos de alerta. Tudo bem, que temos que ficar atentos porque o sistema é dinâmico”, salientou o secretário.

O secretário destacou que o sistema penitenciário de MS é considerado referência nacional. “Desde 2007 estamos humanizando o sistema penitenciário de MS e as banquetas vem sendo implantadas com eficácia. Tanto é que se trata de dinheiro público, foi feito licitação para melhorar o serviço dos agentes penitenciários”, explicou Wantuir.

Jornal Midiamax