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Sindicato ‘lacra’ bancos e mantém o auto-atendimento em Dourados

O Sindicato dos Bancários da Grande Dourados começou o dia hoje ‘lacrando’ as entradas dos bancos, neste primeiro dia de greve por tempo indeterminado. Ficam assegurados os serviços de autoatendimento, onde os usuários poderão sacar, fazer depósito até às 12h, quitar boletos, entre outras. No interior das agências, a compensação de cheques é obrigatória, mas […]

Arquivo Publicado em 18/09/2012, às 10h51

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O Sindicato dos Bancários da Grande Dourados começou o dia hoje ‘lacrando’ as entradas dos bancos, neste primeiro dia de greve por tempo indeterminado. Ficam assegurados os serviços de autoatendimento, onde os usuários poderão sacar, fazer depósito até às 12h, quitar boletos, entre outras.


No interior das agências, a compensação de cheques é obrigatória, mas a greve prejudica quem precisar fazer transações diversas que não consegue nos caixas eletrônicos, como o saque de grandes quantias em dinheiro. O Sindicato lembra que os clientes poderão se dirigir às lotéricas ou postos bancários em empresas diversas, para pagar boletos ou duplicatas.


De acordo com Janes Estigarribia, os bancários rejeitaram a proposta dos banqueiros de 6% de reajuste (0,58% de aumento real). A categoria alega que os seis maiores bancos, como Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC, tiveram R$ 25,2 bilhões de lucro líquido no primeiro semestre deste ano, mesmo lançando nos balanços R$ 39,15 bilhões como provisões para devedores duvidosos.


Segundo os bancários, a proposta da Fenaban também é uma completa contradição à política de remuneração anual dos altos executivos dos bancos. Segundo dados fornecidos pelos quatro maiores bancos à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os diretores estatutários terão um reajuste de 9,7%, o que representa aumento real de 4,17%. Cada diretor do Bradesco embolsará este ano R$ 4,43 milhões. O do Santander, R$ 6,2 milhões e o do Itaú, R$ 8,3 milhões no ano.


Segundo levantamento feito pela Contraf-CUT, é um contraste gigantesco com o piso dos bancários, hoje de R$ 1.400. Esse piso, que equivale a 681 dólares, é menor do que o salário de ingresso do bancário uruguaio (1.089 dólares) e argentino (1.200 dólares).


As principais reivindicações dos bancários prevê um reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%), Piso salarial de R$ 2.416,38, Participação nos Lucros e Resultado (PLR) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos, Plano de Cargos e Salários (PCS) para todos os bancários.


Elevação para R$ 622 dos valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição. Entre outras reivindicações constam mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade; fim das metas abusivas e combate ao assédio moral; mais segurança e igualdade de oportunidades.


Em Dourados está previsto o fechamento das 21 agências do Santander, HSBC, Bradesco, Itaú, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Na base do Sindicato dos Bancários de Dourados e região pelo menos 12 cidades devem aderir à paralisação. No total, hoje são cerca de 900 bancários na base de Dourados. Em Dourados, no ano passado foram 21 dias de paralisação.

Jornal Midiamax