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Servidores do Campus Coxim do IFMS entram em greve nesta sexta-feira

Administrativos do Campus de Coxim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (IFMS), entrarão em greve na próxima sexta-feira (27), segundo carta enviada ao Idest. No documento os servidores do IFMS afirmam estarem descontentes com os rumos das negociações com o Governo Federal. A decisão foi tomada após os […]

Arquivo Publicado em 26/07/2012, às 18h01

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Administrativos do Campus de Coxim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Mato Grosso do Sul (IFMS), entrarão em greve na próxima sexta-feira (27), segundo carta enviada ao Idest. No documento os servidores do IFMS afirmam estarem descontentes com os rumos das negociações com o Governo Federal.


A decisão foi tomada após os servidores se reunirem com o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) no último dia 24 de junho. No documento os servidores atacam a proposta feita para a categoria pelo Governo Federal. “a proposta é enganadora e mascarada, a fim de desestabilizar o movimento de greve e denegrir a imagem dos servidores”, diz a carta.


Os servidores reivindicam recomposição de perdas salariais anuais acumuladas de 22,08%; definição de data-base para nossa categoria; a destinação de 10% do PIB para a educação pública; reestruturação das carreiras (Docentes e Técnicos Administrativos em Educação); processos democráticos para escolha de gestores e melhoria das condições de trabalho.


Atualmente o Brasil tem 57 Universidades e 36 Institutos Federais de Educação em greve. Ainda segundo a carta, a greve dos professores só reflete a política que o Governo tem para a Educação Pública.


Abaixo um trecho da carta dos servidores em adesão a greve


“Sabemos que não é tarefa fácil falar em greve por questões salariais e melhores condições de trabalho na educação ou em qualquer outro setor, quando a maioria da população sobrevive com baixos salários e não usufrui das melhores condições de trabalho. Entretanto, sabemos que muito do pouco, que já conquistamos até hoje, é decorrente de negociações em diferentes contextos históricos. A greve é uma forma legítima de nos organizarmos para defender nossas ideias e interesses e, historicamente, tem contribuído para a organização da sociedade. Neste momento, ela se faz necessária, uma vez que foram esgotadas outras possibilidades de negociação.


Somos trabalhadores! Lutar pelos nossos direitos é uma forma de exercermos nossa cidadania. Cidadania que implica, antes de tudo, unir forças para a construção de uma sociedade mais justa. É uma forma de mobilizar a sociedade, pelo ideal de se implantar no país a prática da POLÍTICA e da ÉTICA”.



Jornal Midiamax