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Serralheiro deixa filhas por Corinthians e passa dia perdido no Japão

Quem via a felicidade do serralheiro João Paulo Ribeiro, 36 anos, na porta do hotel Hilton, em Nagoya, no aguardo da delegação do Corintians que a partir do próximo dia 12 vai lutar pelo título da edição de 2012 do Mundial de Clubes da Fifa, não faz ideia dos apuros pelos quais ele passou para […]

Arquivo Publicado em 06/12/2012, às 23h08

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Quem via a felicidade do serralheiro João Paulo Ribeiro, 36 anos, na porta do hotel Hilton, em Nagoya, no aguardo da delegação do Corintians que a partir do próximo dia 12 vai lutar pelo título da edição de 2012 do Mundial de Clubes da Fifa, não faz ideia dos apuros pelos quais ele passou para chegar em terras nipônicas.

“Meu amigo, seu eu te contar você não acredita”, começou a contar o serralheiro, que deixou em São Paulo as três filhas e a mulher, todas sem presentes de natal, para acompanhar o Corinthians no Japão. “Eu tinha marcado de encontrar uns amigos corintianos e brasileiros para ficar na casa deles em Home Dan”, explicou, sobre o bairro carente da região de Nagoya, onde muitos brasileiros residem.

Com a mala quebrada e a arrastando pelo aeroporto internacional de Narita, ele tinha um papel escrito “estação Toyota”. Foi para lá que ele rumou, sem saber que os “camaradas doidos iriam me deixar na mão, o bagulho foi tenso”. Tenso porque o terminal de encontro certo seria “Toyokawa”. “O cara escreveu o nome errado”, reclamou.

O resultado foi que João Paulo ficou cerca de 18 horas perdido na estação, sem saber para onde ir, com frio e sem falar uma palavra de japonês, tampouco inglês. “Como eu disse, meu amigo, o bagulho foi tenso”, repetiu. Literalmente numa fria, o corintiano contou com a sorte para, enfim, encontrar os amigos brasileiros após mais de 35 horas de viagem.

“O amigo da minha namorada que achou ele perdido lá na estação, sem querer. Foi pura sorte”, riu o amigo Maicon Takahashi, morador da Home Dan. “Graças a Deus conseguimos achá-lo, o cara estava com a mala quebrada, arrastando tudo, sem muita roupa de frio”, completou.

Feliz e aliviado, o serralheiro alvinegro de coração não se arrepende de ter deixado as filhas Jennifer, Isabeli e Bruna sem presente de natal e sozinhas no Brasil. “Estão me entendendo. Ainda não entenderam, mas daqui a pouco alivia”, sorriu novamente. A esposa Graziela não gostou nada. “Ela ficou doida, mas fazer o quê”, disse ele, que gastou R$ 5 mil em passagens aéreas e tem R$ 2 mil num cartão de viagem para ficar até o final do Mundial da Fifa. “O dinheiro vai ter que dar”, finalizou.

Jornal Midiamax