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Seleção feminina joga a vida em ‘final antecipada’ contra Dinamarca

O Torneio Internacional Cidade de São Paulo era a chance de a Seleção Brasileira de futebol feminino salvar um ano marcado pela eliminação nas quartas de final das Olimpíadas. Mas o contorno tomado pela competição amistosa fez da partida deste domingo uma decisão repleta de tensão. Para evitar um vexame histórico e não ser eliminada […]

Arquivo Publicado em 15/12/2012, às 22h28

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O Torneio Internacional Cidade de São Paulo era a chance de a Seleção Brasileira de futebol feminino salvar um ano marcado pela eliminação nas quartas de final das Olimpíadas. Mas o contorno tomado pela competição amistosa fez da partida deste domingo uma decisão repleta de tensão. Para evitar um vexame histórico e não ser eliminada na primeira fase, as meninas voltarão ao Pacaembu, às 16 horas (de Brasília), com a única missão de bater a perigosa Dinamarca.

As europeias são as líderes da competição e estão praticamente garantidas na final. Com quatro pontos, o time do técnico Kenneth Heiner-Moller tem saldo de cinco gols positivos e tenta se ratificar a primeira colocação para jogar por um empate na decisão do torneio. Já o Brasil está em segundo, com três pontos, e terá de vencer a Dinamarca para não depender de outras equipes.

Portugal e México se enfrentarão logo após o duelo entre as favoritas ao título. A vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, na última quinta-feira, motivou ainda mais as mexicanas e deixou o time com chances reais de avançar à final. Caso a Seleção saia derrotada de seu confronto, um simples empate irá classificar as comandadas de Leonardo Cuellar Rivera.

“Nós nos precipitamos muito. Atacávamos o México e nossas duas zagueiras ficavam muito longe uma da outra. A informação até chegou para elas, mas o ajuste não aconteceu. Temos a consciência de que não fizemos uma boa partida e iremos conversar com as meninas. Veremos como todas elas estão para jogar este jogo importantíssimo”, declarou Márcio Oliveira.O trabalho da comissão técnica será avaliar a real eficiência do esquema tático armado no Torneio Internacional. Após fazer a sua estreia no comando da Seleção contra Portugal, Márcio Oliveira recuou Marta para a armação das jogadas e deixou o ataque entregue à dupla Cristiane e Débora. Apesar de a formação ter apresentado um bom resultado em seu primeiro jogo, o setor ofensivo bateu cabeça na sequência do campeonato e até a experiente Cristiane voltou a perder um pênalti contra as mexicanas.

“Tudo precisa ser trabalhado. Não é porque ganhou um jogo que está mil maravilhas. Sabíamos que Portugal era uma dúvida e o México merecia nossa atenção. Acabamos tomando os dois gols em erros nossos e precisamos trabalhar isso. Não soubemos tocar bem a bola no meio-campo e a defesa precisa reagir mais em nosso próximo jogo”, opinou a meio-campisa Érika.

As incertezas que pairam sobre a possível escalação brasileira não são vistas na equipe dinamarquesa. O técnico Heiner-Moller se mostrou satisfeito com a goleada por 5 a 0 sobre o México e o empate sem gols com Portugal. Como a forte chuva paulistana prejudicou o rendimento de sua equipe na segunda rodada do torneio, o time que enfrentará a Seleção deverá ser composto pela mesma base que esteve no Pacaembu nas outras duas rodadas da competição.

Jornal Midiamax