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‘Sei que não sou bonzinho, sou um monstro’, diz estuprador das Moreninhas

Homem foi preso na tarde de ontem (13), em operação conjunta da Delegacia da Mulher e do Garras. Ele confessou um dos crimes, mas a polícia suspeita de mais vítimas.

Arquivo Publicado em 14/09/2012, às 14h52

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Homem foi preso na tarde de ontem (13), em operação conjunta da Delegacia da Mulher e do Garras. Ele confessou um dos crimes, mas a polícia suspeita de mais vítimas.

“Sei que não sou bonzinho, sou um monstro. E preciso de tratamento, por isso peço ajuda”, é o que disse aos prantos Luiz Carlos do Carmo Borges, 32 anos, vulgo ‘nenezão’. Sob a acusação de estupro, ele foi preso na tarde de ontem (13), após mandado em caráter preventivo.


O autor confessou o crime e, segundo a Polícia Civil, foi detido no bairro Moreninhas, por volta da 13h, em ação conjunta de policiais da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher) e da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros).

Homem monitorou vítima e ‘invadiu’ sua casa para cometer o ato sexual


O crime teria ocorrido no dia 6/1/2006. Luiz conhecia ‘de vista’ o irmão de A.R.D., com 25 anos na época e passou a monitorá-la. Ela morava apenas com o filho de dois anos e a mãe. Em três dias, segundo Luiz, ele conseguiu o celular da vítima e ficou sabendo que ela estaria sozinha, já que seus familiares estariam viajando.



O homem então invadiu a casa da vítima durante a madrugada, levando ‘uma faca apenas para assustá-la’ e desligou o padrão de luz. Ele então cometeu o ato sexual e diversos outros libidinosos, sempre com a mão na boca dela e a faca na qual deixou diversas feridas nas mãos da mulher, no momento em que ela se defendia.


Depois do ato ele fugiu e ela gritou muito por socorro, recebendo atendimento médico logo depois. Foram coletados materiais para que fossem realizados os exames de DNA e a investigação policial ao mesmo tempo procurava o autor. Ele estava crente que não iria ser pego, de acordo com a delegada, mudando o visual para não ser reconhecido e trabalhando.

Após estupro, homem ainda permaneceu próximo a vítima e efetuava ligações para ela


O homem morava há cinco quadras da vítima e continuou próximo dela. Luiz ainda fez outras ligações no celular da vítima, mas a bina que ela instalou sempre acusava orelhões de locais públicos variados. E em 2010, Luiz chegou a ser detido pelo crime de importunação ofensiva ao pudor, mas solto logo em seguida por falta de provas.


Nesse período, além de outros seis suspeitos, ele também estava sendo investigado pelo crime de estupro. Com o resultado do DNA e o mandado de prisão preventiva, os policiais foram a sua ‘caça’. Atualmente Luiz estava trabalhando com política e sendo beneficiário do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).


”Sempre gostei muito de sexo e comecei aos nove anos, com mulheres mais velhas. Fazia tudo o que elas pediam. A partir daí queria sempre, mas como sou muito feio tinha que pagar e dessa maneira toda mulher aceita, é só pagar. Acontece que agora estava desempregado e fiz aquilo”, confessou o estuprador.


A imprensa, ele chegou a dizer que ‘se houver mais vítimas, podem mandar examiná-lo que ele não tem nada a ver com isso’, dando a entender que Luiz possa ter estuprado mais pessoas. As investigações continuam e por isso as delegada titular Rosely Molina e a adjunta Marília de Brito pede para as pessoas entrarem em contato com a polícia. O telefone é 3384 – 1149.

Jornal Midiamax