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Secretaria de Fazenda vai pagar R$ 250 mil para auditoria externa no Profisco-MS

A Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul) vai pagar mais de R$ 250 mil para uma empresa privada realizar auditoria externa no Profisco-MS (Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado de Mato Grosso do Sul). Segundo o extrato do contrato (3/2012, número cadastral 23/2012-SEFAZ) publicado nesta […]

Arquivo Publicado em 24/08/2012, às 11h30

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A Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul) vai pagar mais de R$ 250 mil para uma empresa privada realizar auditoria externa no Profisco-MS (Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado de Mato Grosso do Sul).


Segundo o extrato do contrato (3/2012, número cadastral 23/2012-SEFAZ) publicado nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial de MS, a Loudon Blomquist Auditores Independentes receberá R$ 250.627,40 (Duzentos e cinquenta mil, seiscentos e vinte e sete reais e quarenta centavos) pelos serviços. O período de vigência é de 9 de julho deste ano até 8 de julho de 2015.


Assinam o contrato, pela Sefaz, o secretário estadual Mário Sérgio Maciel Lorenzetto e, pela Loudon Blomquist, Jorge Luiz Ferreira Moraes. O ordenador de despesas é André Luiz Cance.


Profisco: dinheiro do BID


A contratação da auditoria externa, segundo a Sefaz, seguiu as regras as regras estipuladas no Contrato de Empréstimo n. 2327/OC-BR, celebrado no dia 29 de outubro de 2010, entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Estado de Mato Grosso do Sul.


O empréstimo, com valor inicial estimado em R$ 12 milhões, tem o Governo Federal como garantidor. Na época em que anunciou a intenção de tomar a fortuna emprestada, o Governo de Mato Grosso do Sul foi questionado e a disputa acabou na Justiça, que por fim autorizou a operação.


O Governo Estadual explicou que decidiu fazer o empréstimo junto ao BID “para alavancar seu processo de estruturação e desenvolvimento, aproveitando-se de linhas de créditos abertas no curso da grande crise financeira mundial de 2009”.


Foram editadas três Leis Estaduais 3851/2010, 3762/2009 e 3392/2007, que autorizaram as dívidas.


As verbas do Profisco têm sofrido realozações pelo Governo Estadual com cancelamentos e suplementações de recursos. No mês passado, por exemplo, foram cancelados R$ 1,5 milhão do Desenvolvimento Técnico e Operacional do Sistema de Arrecadação e destinados para o “Projeto de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado – Profisco/BID”.


Consultor


Em outubro de 2011 o Profisco-MS ganhou destaque na mídia quando a Sefaz contratou como consultor Diogo Isoni Ribas, que se apresentava na internet como ‘pastor, empresário e jornalista’, pelo valor total de R$ 132 mil.


O contratado recebe R$ 7.764,00 mensais para “prestar os serviços especificados no Anexo A, Termo de referência 3/2011 Profisco/MS”. Por telefone, Diogo Ribas chegou a confirmar a contratação, mas disse que não estava autorizado a “comentar a natureza dos serviços que deve executar”.


No Diário Oficial também não havia mais detalhes sobre o serviço do consultor. Ele foi ouvido na época, prometeu falar com a reportagem assim que tivesse autorização da Sefaz para explicar o que faria, mas nunca mais retornou o contato.

Jornal Midiamax