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Se convidado, Fábio Trad diz que aceita integrar CPMI do Cachoeira

O deputado federal Fábio Trad (PMDB) se colocou à disposição do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), para compor a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigará o contraventor Carlinhos Cachoeira e suas relações com agentes públicos e privados. O requerimento que solicita a instauração da CPMI foi protocolado […]

Arquivo Publicado em 18/04/2012, às 19h38

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O deputado federal Fábio Trad (PMDB) se colocou à disposição do líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), para compor a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investigará o contraventor Carlinhos Cachoeira e suas relações com agentes públicos e privados.


O requerimento que solicita a instauração da CPMI foi protocolado no Congresso Nacional na última terça-feira (17). Até a data, o documento havia sido assinado por 330 deputados e 67 senadores. O número mínimo de assinaturas para a abertura da comissão é de 171 deputados e 27 senadores.


A CPMI deve ser formalizada nesta quinta-feira (19) depois de conferida as assinaturas dos congressistas. Após a leitura do documento no Plenário do Congresso, os partidos terão cinco dias para indicar os 15 deputados e 15 senadores que irão compor a comissão.


O deputado sul-mato-grossense afirmou nesta quarta-feira (18) que, se convidado, aceitará ser um dos indicados do PMDB. “Fui um dos primeiros a assinar a CPI quando o Protógenes [Deputado do PCdoB de São Paulo] sugeriu e, depois, o requerimento da CPMI”, disse.


Para Fabio Trad, o clima no Congresso se demonstra favorável a instauração da comissão. “Não tem o que impeça a CPMI ser criada. Agora temos que respeitar o tempo regimental”, comentou.


Sobre a possibilidade de não ser um dos deputados indicados pelo PMDB, Trad afirmou que não se sentirá desprestigiado. “Irei para cumprir uma missão cívica, mas caso eu não seja convidado, continuarei com meus trabalhos na Câmara”, pontuou.


Conselho de Ética


Já o Conselho de Ética do Senado Federal continua sob a presidência do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Contudo, o PMDB ainda tem o direito de indicar o presidente do grupo por possuir a maior bancada do Congresso. Mas os senadores peemedebistas indicados para a vaga teriam rejeitado o convite do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).


A indefinição sobre a escolha do presidente do Conselho de Ética leva em conta a representação do Psol contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Constrangidos por investigar colega de Casa, os parlamentares tentam escapar da missão.


O senador alagoano foi notificado sobre a abertura do processo na semana passada e tem mais três dias para apresentar sua defesa. Enquanto isso, o Conselho de Ética do Senado pretende elaborar um novo pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ter acesso à investigação do órgão sobre o envolvimento de Demóstenes com Cachoeira.

Jornal Midiamax