Geral

Romário reúne 188 assinaturas em 24h e protocola CPI da CBF

O deputado Romário (PSB-RJ) anunciou nesta quarta-feira que reuniu o número de assinaturas necessárias para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele vai protocolou o requerimento na Secretaria Geral da Mesa, no subsolo do anexo principal da Câmara dos Deputados, às 18h30. Em seu perfil no Facebook, […]

Arquivo Publicado em 05/12/2012, às 23h15

None

O deputado Romário (PSB-RJ) anunciou nesta quarta-feira que reuniu o número de assinaturas necessárias para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ele vai protocolou o requerimento na Secretaria Geral da Mesa, no subsolo do anexo principal da Câmara dos Deputados, às 18h30.

Em seu perfil no Facebook, Romário exaltou o recolhimento das assinaturas em tempo recorde. Para abrir uma CPI, a Câmara exige apoio de um terço dos deputados, ou seja, 171. O ex-atacante conseguiu 188 nomes em cerca de 24h – fez tudo pessoalmente, conversando com os deputados desde as 15h de terça-feira.

“Nós aqui da Câmara não estamos admitindo mais este tipo de sacanagem com o povo”, afirmou Romário, que denuncia irregularidades na exploração e administração do futebol brasileiro e, ao longo dos anos, tem sido crítico e opositor de Ricardo Teixeira, que presidiu a CBF de janeiro de 1989 a março de 2012.

Romário pede investigação de contratos firmados pela CBF com empresas patrocinadores que beneficiam outras empresas de propriedades de amigos ou “laranjas” de Ricardo Teixeira. Ele também contesta a sucessão de Ricardo Teixeira, que colocou José Maria Marin como presidente da entidade.

A CBF já foi alvo de um CPI, em 2000, que investigou a ligação da entidade com a Nike sob a suspeita de desvios de recursos e ingerência. Os trabalhos da CPI foram encerrados sem conclusão ou punições. Em 2011, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) tentou protolocar pedido e chegou a alcançar 146 nomes, mas deputados retiraram apoio.

Jornal Midiamax