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Reeducação alimentar é mais difícil em famílias de baixa renda

Empenhados na prevenção de doenças crônicas geradas por obesidade e magreza, profissionais da saúde realizam nesta semana uma série de exames em crianças e adolescentes de escolas públicas de Campo Grande. Porém, reeducar a alimentação nos lares de famílias de baixa renda, segundo a nutricionista do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) Alana […]

Arquivo Publicado em 06/03/2012, às 20h16

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Empenhados na prevenção de doenças crônicas geradas por obesidade e magreza, profissionais da saúde realizam nesta semana uma série de exames em crianças e adolescentes de escolas públicas de Campo Grande. Porém, reeducar a alimentação nos lares de famílias de baixa renda, segundo a nutricionista do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) Alana Galeano, é mais difícil.


O trabalho de acompanhamento à saúde dos estudantes já é feito desde 2008 na Capital, mas durante a Semana de Mobilização Saúde na Escola, que acontece de 6 a 9 de março em todo o Brasil, o foco é o distúrbio nutricional.


Altura e peso são os principais fatores que denunciam se há falha na alimentação. Cada aluno tem um cadastro no Sisvan (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), que é atualizado todo semestre. Com as crianças pesadas e medidas, os dados são lançados no sistema, que aponta se há ou não algum distúrbio.


Caso o resultado seja positivo, a criança recebe um acompanhamento do Programa Saúde da Família e os pais são orientados em relação à alimentação do pequeno. “Daí os pais se adéquam ao que eles podem, mas às vezes a única alimentação que o filho recebe é na escola”, conta Alana.


Em situações mais extremas, quando é diagnosticada doença crônica, como hipertensão ou diabetes, então é o estudante é encaminhado a um especialista. “Nós trabalhamos com a prevenção, para evitar que chegue a casos mais graves”, observa a médica pediatra do Nasf, Ana Paula Proti.


Desnutrição


Segundo Alana, os hábitos alimentares influenciam diretamente na saúde. “Em geral, o brasileiro consome muito carboidrato e gordura, e quase nada de frutas e verduras, o que contribui para a obesidade”, diz a nutricionista.


Ela explica também que estar acima do peso não elimina a possibilidade de desnutrição. “Às vezes a criança está gorda, mas é só de leite, enquanto ela precisaria receber nutrientes de outros alimentos”, observa.


na maioria dos casos a magreza venha acompanha da desnutrição, isso não é regra. “A criança pode estar magra apenas por falta de alimentação, mas não ser desnutrida, porém, carece de uma atenção especial”, pontua.


Equipe


Os atendimentos nas escolas são feitos por duas equipes, uma do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), que conta com oito profissionais, entre pediatra, educador físico, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, farmacêutico e assistente social.


A outra equipe é do programa Saúde da Família, que contem enfermeiro, técnico de enfermagem, médico, assistente social, dentista e agente comunitário de Saúde.


No Brasil, 22 mil escolas públicas participam da primeira edição da Semana de Mobilização Saúde na Escola. Em Campo Grande, as escolas são Hércules Maymone, Professora Ione Catarina, Antônio Delfino Pereira, Sebastião Santana de Oliveira, Leire Pimentel, Valdete Rosa, Tomaz Ghirardelli, Elisio Ramirez, Carlos Vilhalva Cristaldo e Nelsonde Souza Pinheiro.

Jornal Midiamax