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Protesto de funcionários do Incra com distribuição de alimentos dura pouco mais de 1 hora

Mandioca, chuchu, couve, agrião, tomate, limão e diversas outras frutas e verduras foram distribuídas a população das 11h30 ao 12h45.

Arquivo Publicado em 25/07/2012, às 15h47

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Mandioca, chuchu, couve, agrião, tomate, limão e diversas outras frutas e verduras foram distribuídas a população das 11h30 ao 12h45.

Mandioca, chuchu, couve, limão e diversas outras frutas e verduras foram distribuídas a população das 11h40 ao 12h30, em frente ao Incra/MS (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), como forma de mostrar a população que a crise do Instituto reflete diretamente no desenvolvimento agrícola e na produção de alimentos. Ao todo, 45 funcionários participam da ação que acabou em pouco mais de 1h, após a distribuição de uma tonelada de alimentos em 300 Kits.

Um dos coordenadores do movimento de greve, o analista de reforma e desenvolvimento agrário, Daniel Yamamoto, explicou que a população precisa saber da importância do trabalho do Incra, que atua junto a todo segmento de propriedade rurais e está ligado diretamente com a produção de alimentos. “A sociedade precisa saber que o Incra/MS está relacionado diretamente com o desenvolvimento agrícola e alimentação”, afirmou.

O analista, Humberto Santos, contou que no final do ano passado, o Ministério de Desenvolvimento Agrário fez um levantamento e descobriu que mais de 70% dos alimentos que chegam a mesa das famílias em todo o Brasil vem da agricultura familiar. “Isso mostra que nós não trabalhamos apenas com emissão de documentos. Nossa paralisação é justamente para que esse serviço que prestamos seja valorizado”, declarou.

Para Robson Romagnoli, 54, a iniciativa é válida. “Hoje nós temos que nos preocupar cada vez mais com a nossa alimentação. Quantas doenças podem ser prevenidas com alimentos de qualidade?”, questionou. Já Luzia Muradi, 49, disse que não conhecia o trabalho do Incra, mas que o aumento no valor dos alimentos afeta e muito seu orçamento.

Gerci Lopes Carneiro, 45, também se mostrou favorável ao movimento. “Acho que tem se mobilizar pela valorização da categoria sim, mesmo porque se não for a agricultura como é que a gente vai comer, não é mesmo?”, constatou.

Superintendente declarou que Incra está perdendo prazos devido a greve

O superintendente do órgão, Celso Cestari, saia do prédio durante o protesto e disse a imprensa que espera que a questão da greve seja resolvida o quanto antes, pois os cronogramas dos projetos já estão com prazos espirados.

Segundo Cestari, em Mato Grosso do Sul existem 178 assentamentos, com aproximadamente 30 mil famílias. A suspensão dos trabalhos tem impossibilitados a emissão de documentos de regularização, bem como de liberação de crédito.

“A greve tem comprometido nossa atuação, principalmente na questão dos assentamentos. Temos que fornecer documentos para que os assentados possam ter acesso ao crédito e organize sua produção. Esse é um dos exemplos de trabalho que já estão comprometidos”, disse o superintendente.

A paralisação teve início no dia 18 de junho. Os servidores reivindicam reestruturação do órgão com recomposição da força de trabalho, por meio de concursos e principalmente a recomposição salarial. Segundo Daniel Yamamoto, “pra se ter uma ideia, enquanto funcionários do Ministério da Agricultura tiveram aumento de 200% de 2007 pra cá, o pessoal do Incra manteve os mesmos valores de rendimento”.

Jornal Midiamax