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Projeto do INT prevê aplicação de R$ 2,5 milhões na preparação de atletas paralímpicos

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) desenvolveu uma proposta de projeto, no valor de R$ 2,5 milhões, para o desenvolvimento de produtos para construção de equipamentos que poderão beneficiar cerca de 2 mil atletas paralímpicos de alta performance. O objetivo é preparar atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos de 2016, que serão realizados no Brasil. […]

Arquivo Publicado em 01/09/2012, às 15h20

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O Instituto Nacional de Tecnologia (INT) desenvolveu uma proposta de projeto, no valor de R$ 2,5 milhões, para o desenvolvimento de produtos para construção de equipamentos que poderão beneficiar cerca de 2 mil atletas paralímpicos de alta performance.


O objetivo é preparar atletas brasileiros para os Jogos Paralímpicos de 2016, que serão realizados no Brasil. A proposta já foi encaminhado a instituições de fomento, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ao Ministério do Esporte e à Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.


Segundo a coordenadora de Articulação e Representação Institucional do INT, Andréa Lessa, o projeto atende a uma demanda do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), prevendo o desenvolvimento de equipamentos para sete modalidades dos Jogos. “São produtos voltados, em um primeiro momento, para o desenvolvimento de atletas”, disse Andréa Lessa à Agência Brasil.


De acordo com Andrea, o comitê tem algumas demandas específicas. “Existe interesse no desenvolvimento de alguns equipamentos, como cadeiras de rodas para o atletismo de campo, basquete, tênis e rúgbi, e também para modalidades como a vela adaptada, o ciclismo e a esgrima.”


Para ela, será uma “oportunidade única” para o país valorizar sua capacitação tecnológica na produção de equipamentos sofisticados, que, hoje, em sua maior parte, são importados. “O INT é uma instituição de pesquisa que trabalha com inovação e, aproveitando a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro, no Brasil, a hora de dar o passo à frente é agora. O projeto precisa ser aprovado logo, porque se o dinheiro não vier o mais rápido possível, não teremos tempo de levar a iniciativa adiante”, destacou a pesquisadora.


A Agência Brasil procurou a Finep para saber como está a avaliação do projeto, mas o órgão informou apenas que está em fase de análise e que o resultado de todos os pedidos de financiamentos a projetos deverá ser conhecido até o final deste mês.


De acordo com Andréa Lessa, além de visar ao melhor rendimento dos atletas e de mudar o paradigma do esporte paralímpico no país, o projeto do INT insere-se na políticas públicas de inclusão social e de melhoria das condições de cidadania das pessoas portadoras de deficiência. Andréa citou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite, lançado em 17 de novembro do ano passado. Com ele, o governo ressalta o compromisso brasileiro com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltou a pesquisadora.


Com base em dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência informa que 45 milhões de pessoas declaram ter algum tipo de deficiência.

Jornal Midiamax