Geral

Programa Ciência sem Fronteiras está com inscrições abertas até 14 de setembro

Podem se candidatar alunos de graduação interessados em estudar por um ano na Austrália, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul

Arquivo Publicado em 02/09/2012, às 11h40

None
1189538241.gif

Podem se candidatar alunos de graduação interessados em estudar por um ano na Austrália, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul

As inscrições para bolsas de estudos do programa governamental Ciência sem Fronteiras estão abertas até o dia 14 de setembro. As bolsas, da modalidade “graduação-sanduíche”, permitem que o estudante curse um ano da graduação fora do país, com aproveitamento dos créditos.

Por enquanto, estão disponíveis vagas para a Austrália, Alemanha, Holanda, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul. A previsão do governo é que sejam concedidas 20 mil bolsas de estudos somente este ano.

Relato de quem vive a experiência

O aluno de Biotecnologia da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados, Mato Grosso do Sul, Dágon Ribeiro, 21, está agora em Portugal por meio do Ciência sem Fronteiras. Ele cursa cinco matérias de Engenharia Biológica na Universidade do Minho, na cidade de Braga.

Dágon diz que o programa é uma oportunidade única para pessoas que não teriam outra maneira de fazer intercâmbio. “Estou aprendendo novas técnicas, aéreas de pesquisa e modos de aprendizagem – cruciais para se desenvolver como profissional”, conta. Ele ainda salienta que a importância do programa se dá pelo fato de o Brasil ser um país riquíssimo em matéria-prima, mas com pouca tecnologia para aproveitar do que dispõe.

O estudante está na metade do intercâmbio, que tem duração de um ano. Nos primeiros seis meses, ele teve aulas em sala e em laboratório. Já o segundo semestre será totalmente dedicado à pesquisa.

Até agora, o programa está atendendo as expectativas de Dágon. Ele ressalta que, além da parte acadêmica, pôde aprender novas culturas e desenvolver um pensamento globalizado. Para ele, a experiência internacional ajuda a entender melhor as diferenças e a enxergar mais oportunidades. “Sua visão de boas perspectivas passa a abranger um nível incalculável. Acrescenta à personalidade ar de iniciativa, de destaque profissional e social”, destaca. É claro que, às vezes, bate a saudade. E do que mais sente falta? “Acho que de tudo um pouco. Da família, das pessoas, dos amigos e da comida”, lembra.

Pré-requisitos

O candidato precisa estar matriculado em um curso nas áreas definidas como prioritárias para o programa, ter nacionalidade brasileira, apresentar teste de proficiência na língua do país de destino e ter cursado, no mínimo, 20 % e, no máximo, 90% do currículo previsto.

Durante o processo seletivo, terão preferência alunos que já ganharam prêmios em olimpíadas científicas no Brasil ou no exterior, além de participantes de iniciações científicas ou tecnológicas.

Os selecionados contarão com os benefícios de auxílio-instalação, mensalidade de bolsa, seguro saúde e passagens aéreas.

O programa

O programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, visa promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacionais de estudantes, professores e pesquisadores.

Para mais informações, acesse aqui o site do programa.

Jornal Midiamax