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Presidente alemão apela para solidariedade em discurso natalino

Entre as numerosas tradições natalinas da Alemanha, está o discurso irradiado em rede televisiva nacional na noite de 25 de dezembro, em que o presidente federal aborda temas prementes e avalia a situação no país, de seu ponto de vista. No primeiro discurso natalino de seu mandato, Joachim Gauck conclamou a população a maior solidariedade. […]

Arquivo Publicado em 24/12/2012, às 22h31

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Entre as numerosas tradições natalinas da Alemanha, está o discurso irradiado em rede televisiva nacional na noite de 25 de dezembro, em que o presidente federal aborda temas prementes e avalia a situação no país, de seu ponto de vista.



No primeiro discurso natalino de seu mandato, Joachim Gauck conclamou a população a maior solidariedade. Uma parte das pessoas do país está “insegura diante de uma vida que se tornou mais veloz, mais complexa e mais instável”, afirmou.



“O abismo entre pobres a ricos se abre cada vez mais, a mudança climática exige novas respostas, assim como uma sociedade que se torna cada vez mais idosa. A violência também nos traz preocupações: nas estações de metrô ou nas ruas, onde as pessoas também são agredidas por terem cabelos negros ou pele escura”, sublinhou o presidente.



Retorno ao afeto



Em face de tais tendências, Gauck apelou por um retorno ao afeto humano. “Na linguagem da política, isso quer dizer: solidariedade. Na linguagem da fé: amor ao próximo. Nos sentimentos das pessoas: amor.” A Alemanha quer ser um país onde jovens e idosos, cidadãos estabelecidos e recém-chegados possam viver uns com os outros, disse.



O décimo-primeiro presidente alemão também se referiu ao número crescente de pedidos de asilo. “É verdade que nunca poderemos acolher toda a gente que chega. Porém sempre daremos asilo aos perseguidos, de coração aberto, e receberemos com boa vontade os imigrantes de que o nosso país precisa.”



Joachim Gauck mencionou a continuada crise de endividamento na Europa. A “ideia europeia” assegurou a paz no continente durante mais de 60 anos. “Mas agora se coloca a questão: a nossa vontade política conseguirá manter coeso aquilo que, econômica e culturalmente, é tão diverso?”



Até agora, a Alemanha “enfrentou bem” a crise. além disso, o país está politicamente estável, observou o chefe de Estado. “Os partidos radicais não se beneficiaram do fato de uma parte das pessoas estar desestabilizada.”



Só, relaxado, porém correto



Em seu comunicado festivo, o ex-pastor luterano citou várias vezes a Bíblia. Para os cristãos, o Natal é “a promessa de Deus de que nós, seres humanos, estamos protegidos em seu amor”. Mas também para muçulmanos, judeus, pessoas de outras religiões e ateus, trata-se de “uma festa da pausa [interior], uma festa das afinidades de parentesco e eletivas, uma festa que une, quando as pessoas se visitam e se presenteiam”. Gauck optou por uma aparição solo diante da câmera – diferentemente de seu antecessor, Chtistian Wulff, que reuniu ao redor de si um grande número de ajudantes honorários e crianças, em seus dois discursos natalinos a partir da sede presidencial, o palácio Bellevue, em Berlim. O atual presidente tampouco quis se postar detrás de uma escrivaninha – a exemplo de Horst Köhler ou Roman Herzog. Ele preferiu se apresentar de forma um pouco mais relaxada – porém correta e condizente com o cargo de cabeça do Estado alemão.

Jornal Midiamax