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População se mobiliza em protesto contra assassinato de jovens em Campo Grande

#eunaovouseroproximo foi tuitado por milhares de pessoas nesta semana após a indignação de moradores de Campo Grande com a morte de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos.

Arquivo Publicado em 02/09/2012, às 13h26

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#eunaovouseroproximo foi tuitado por milhares de pessoas nesta semana após a indignação de moradores de Campo Grande com a morte de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos.

A caminhada “Atitude pela Paz – #eunaovouseroproximo” é fruto de um evento no Facebook criado nesta semana após a morte de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos e já reúne centenas de pessoas nos altos da Afonso Pena na manhã deste domingo (02).


Os jovens foram seqüestrados e mortos para que um trio roubasse o carro de um deles. A ação criminosa gerou revolta e indignação pela falta de segurança para quem sai á noite na capital de Mato Grosso do Sul.


Familiares e amigos das vítimas, além de autoridades e candidatos às eleições participam da caminhada, que saiu da frente da Cidade do Natal às 10h15 para ir até a Praça Ary Coelho, na região central.


No Facebook, 6.096 pessoas confirmaram a presença no evento, mas a estimativa da polícia militar é que mil pessoas estejam na caminhada.


O juiz Odilon de Oliveira fez um pronunciamento público e revelou que a população do país cresceu desde 2006 2,5%, enquanto a criminalidade aumentou em 112%.


“O Estado precisa assumira a função de gerir e administrar a segurança. Saúde, segurança e educação são os três maiores problemas do país e é função dos jovens despertarem para cobrar das autoridades, governantes e juízes, mudanças”.


Ele relatou que tem três filhos jovens e que não dorme até que eles voltem à noite para casa. “No Estado são gastos R$ 180 milhões com segurança pública e, pelo visto, isso ainda não é suficiente”, ponderou.


Os tios de Breno estão na caminhada. “Eu me envergonho de ser representada por esses governantes que querem  liberar a maconha e prender menores. Levaram o nosso guri, a nossa jóia. Enquanto não tiver nenhuma atitude para mudar o governo sociamente, politicamente e economicamente o país não vai para frente”, disse Gabriela Mafini.

Jornal Midiamax