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População quer do futuro prefeito melhorias na área de saúde em Campo Grande

Pesquisa DATAmax revelou que, de longe, a saúde é a maior preocupação dos eleitores da cidade entre entrevistados da faixa etária dos 17 aos 80 anos

Arquivo Publicado em 31/08/2012, às 10h49

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Pesquisa DATAmax revelou que, de longe, a saúde é a maior preocupação dos eleitores da cidade entre entrevistados da faixa etária dos 17 aos 80 anos

Para se eleger prefeito e administrar a cidade como deseja a maioria da população de Campo Grande, os candidatos e o eleito terão que estar muito bem preparados para cuidar da saúde – a maior preocupação estampada na pesquisa DATAmax.

Não por acaso, pessoas da faixa etária dos 17 aos 80 anos apontaram na pesquisa que a saúde é a sua principal demanda crítica, em índices que variam de 76% a 81%.

A Saúde é a mais problemática das áreas administrativas dos municípios, estados e governo federal, que notícias nacionais e regionais estampam por todos os cantos do país. Filas, falta de médicos e medicamentos, equipes do SAMU em quantidade deficiente e hospitais e postos de saúde sempre lotados.

Se a estrutura física do atendimento da saúde em Campo Grande pode ser considerada boa, no entanto é evidente que a gestão do sistema público de saúde no município não supre aquilo que a pesquisa DATAmax contatou sobre o grau de insatisfação dos campo-grandenses.

Atualmente, a rede de atenção primária não dá conta da alta demanda por atendimentos mais simples, mas essenciais, que são carreados para as Unidades de Atendimento 24hs, especialmente as UPAS, lotadas de pacientes que deveriam ser atendidos nos postos de saúde.

Assim, forma-se um efeito cascata. A dificuldade no atendimento nas seis unidades 24H espalhadas pelos bairros e nas três UPAs empurra muitos usuários do SUS para a Santa Casa, sob intervenção do município desde 2005, e sempre lotada por conta dos atendimentos de ortopedia e trauma da capital e de todo o estado, em função dos recorrentes acidentes de trânsito.

Quanto ao Hospital Universitário e Rosa Pedrossian, estes se encontram desaparelhados e com falta de pessoal.

Ao lado dessa estrutura formou-se uma intensa rede de clínicas e laboratórios particulares que, por sua ação empresarial, tomam para si recursos públicos do SUS, inviabilizando investimentos novos na rede municipal de saúde.

A infraestrutura da Saúde na cidade

Para uma população de praticamente 800 mil pessoas, Campo Grande dispõe de 30 Unidades de Saúde da Família, com cerca de 60 equipes 30 Unidades Básicas de Saúde.

Para casos de maiores cuidados existem seis Centros Regionais de Saúde que funcionam 24hs, três Policlínicas Odontológicas, três Unidades de Pronto Atendimento e um Centro de Especialidades Médicas. A rede ainda possui mais seis Centros de Apoio Psicossocial e um Centro Especializado em Doenças Infecciosas e Parasitárias (CEDIP).

E ainda há uma grande conquista social da medicina, mas que, por outro lado, aumenta a demanda da saúde, como num paradoxo: a população envelhecida está vivendo por mais tempo e, evidentemente, requer muito mais atenção.

Para fazer partos, atender recém-nascidos, jovens, a população adulta e as pessoas com mais idade existem na cidade 1.104 médicos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. A Organização Mundial de Saúde estipula que para oferecer um bom atendimento, a proporção ideal é de um médico para cada mil habitantes. Em Campo Grande, essa proporção é de 1,.1 para cada 1.000 habitantes, segundo informação oficial.

Veja os dados oficiais

Região Sul

É composto por 25 unidades de saúde, sendo:

• 10 unidades de saúde da família;

• 05 unidades básicas de saúde na zona urbana;

• 05 unidades de referência em saúde mental;

• 02 Centros Regionais de Saúde 24 horas;

• 01 Unidade básica de saúde na zona rural.

• 02 Policlínicas Odontológicas

Oeste

É composto por 20 unidades de saúde, sendo:

• 06 Unidades de Saúde da Família;

• 09 Unidades Básicas de Saúde;

• 01 Centro Regional de Saúde 24 horas;

• 01 UPA;

• 01 Unidade Básica de Saúde na zona rural;

• 02 Policlínicas Odontólogicas

Norte

composto por 23 unidades de saúde, sendo:

• 08 Unidades Básicas de Saúde da Família;

• 06 Unidades Básicas de Saúde;

• 03 Policlínicas Odontológicas;

• 01 Unidade Básica de Saúde Rural;

• 01 Centro Regional 24h;

• 01 Unidade de Pronto Atendimento-UPA;

• 03 Centros de Referência (CAE, CAPS II, CEDIP).

Leste

É composto por 13 unidades de saúde, sendo:

• 03 Unidades de Saúde da Família;

• 05 Unidades Básicas de Saúde;

• 03 Centros Regionais de Saúde 24 horas;

• 01 Unidade Básica de Saúde na zona rural;

• 02 Unidades de Referência : 01 Hospital da Mulher e 01 CEO II

• Cidade Morena.

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