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PF recolhe documentação no Incra sobre denúncia de venda irregular de terras

Por volta das 7h da manhã de hoje (5), a Polícia Federal esteve no prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) localizado na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rua Rui Barbosa, para recolher documentos que possam vir comprovar a venda irregular de terras em assentamentos de Ladário e Corumbá. A […]

Arquivo Publicado em 05/03/2012, às 15h42

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Por volta das 7h da manhã de hoje (5), a Polícia Federal esteve no prédio do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) localizado na Avenida Afonso Pena, quase esquina com a Rua Rui Barbosa, para recolher documentos que possam vir comprovar a venda irregular de terras em assentamentos de Ladário e Corumbá.


A operação, batizada como Gaia (na mitologia mãe da terra), tem como objetivo investigar o envolvimento de funcionários do Incra na venda das terras de assentamentos.


Segundo o Superintendente do Incra, Celso Cestari Pinheiro, A PF foi cumprir uma ação judicial de Corumbá e Ladário. Ele disse que por enquanto são apenas investigações e que não há nada comprovado contra funcionários do órgão.


Cestari disse que conversou com o delegado responsável e que o Incra deu todo apoio a PF. “Não teve nenhum incidente qualquer, pelo contrário. O que tínhamos de processos foi entregue”.


Ele ainda informou que esta é mais uma ação que o Incra vai responder e que vai colaborar com as investigações. Cestari confirmou que a PF recolheu materiais e documentos do órgão.


A documentação apreendida busca indícios de irregularidades envolvendo transações de lotes destinados à reforma agrária. Ele não soube informar detalhes sobre quais e quantos documentos foram apreendidos.


A operação está sendo realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União.


Mandados de prisão


O jornal Diario Online, de Corumbá, publicou nesta manhã que Polícia Federal de Corumbá cumpre dois mandados de prisão referentes à investigação sobre irregularidades em concessões e aquisições de lotes destinados à reforma agrária em assentamentos de Corumbá e Ladário.


O superintendente disse que desconhece a existência de mandatos contra funcionários do órgão. Ele disse que recebeu apenas mandato de busca e apreensão. Ainda segundo ele, o Incra também vai investigar se há ou não funcionários envolvidos no esquema.


Histórico


Celso Cestari Pinheiro assumiu a Superintência do Incra, depois que Waldir Cipriano Nascimento, ex-superintendente do órgão, foi preso em uma operação da Polícia Federal, acusado de participar de um esquema que fraudava divisão de lotes em assentamentos.

Jornal Midiamax