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Pele descamada: psoríase tem tratamento, mas preconceito ainda é grande

A descamação na pele afeta cerca de 3% dos brasileiros e é mais rara em crianças, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase, como é conhecida a descamação geralmente avermelhada, é uma doença autoimune, com tratamento, mas sem prevenção. A doença se manifesta sem causa e a pessoa a percebe quando regiões como […]

Arquivo Publicado em 29/10/2012, às 21h06

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A descamação na pele afeta cerca de 3% dos brasileiros e é mais rara em crianças, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase, como é conhecida a descamação geralmente avermelhada, é uma doença autoimune, com tratamento, mas sem prevenção.


A doença se manifesta sem causa e a pessoa a percebe quando regiões como o cotovelo, joelho e mãos começam a descamar. Como geralmente as lesões são visíveis, as pessoas que entram em contato físico com essas ficam receosas.


Mas o médico dermatologista Paulo Pettengill alerta que o preconceito muitas vezes está em quem tem a doença. “Muitas vezes a pessoa tem uma autoimagem exagerada da doença, acha que está todo mundo o observando”, relatou.


Para os casos mais simples e moderados, a doença tem tratamento. “Com a medicação correta para cada caso, é possível controlar. Hoje as pomadas contém menos corticóides, são menos agressivas e podem ser usadas por um período maior”.


A orientação de Pettengil é de que as pessoas que percebam descamação na pele procurem um médico. “Muitos vão a farmácia e acreditam que é algum tipo de micose que apareceu na pele. Passam pomadas e o problema não some”.


As vezes, o problema é agravado com o uso da medicação errada. “A pessoa pode passar um hidratante e só. É preciso procurar o médico”.


“Na Inglaterra, o governo banca uma viagem de quatro a cinco meses a pacientes com psoríase para a região do Mar Morto, onde há concentração da salinidade e do Sol”, conta o médico.


Ele alerta que, porém, é preciso ter cautela ao tomar Sol. “Somente um médico pode orientar o paciente e, de acordo com a gravidade de cada caso, pode piorar o quadro”, finalizou.

Jornal Midiamax