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Peça teatral ‘Salve-se Quem Puder’ estreia domingo no Centro Cultural

O Programa Educativo do Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, apresenta neste domingo (9), às 19 horas, no Teatro Aracy Balabanian, a peça “Salve-se Quem Puder – Uma Tragédia Contemporânea”. O espetáculo encerra a Sexta Oficina Teatral de Criação e Montagem, ministrada pelo diretor Leandro […]

Arquivo Publicado em 03/12/2012, às 15h31

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O Programa Educativo do Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, apresenta neste domingo (9), às 19 horas, no Teatro Aracy Balabanian, a peça “Salve-se Quem Puder – Uma Tragédia Contemporânea”. O espetáculo encerra a Sexta Oficina Teatral de Criação e Montagem, ministrada pelo diretor Leandro Faria.


A classificação da peça é de 12 anos e tem duração aproximada de 90 minutos. O ingresso é 1 quilo de alimento não perecível que será revertido para instituições beneficentes da Capital. A peça conta com vinte e quatro alunos-atores em cena que aprendem a arte teatral desenvolvendo um olhar mais crítico sobre sua sociedade.


“Salve-se Quem Puder – Uma Tragédia Contemporânea” tem texto e direção de Leandro Faria e conta a história do casal Edward e Heloísa Mourão Zicareli, que comemora vinte e cinco anos de casados com um jantar em família. Falido, o casal quer aproveitar a ocasião para oficializar o romance de uma das filhas, Guta, com o bilionário Emílio Rigs. Durante o jantar a casa é tomada por ladrões e tanto família como empregados terão uma experiência que mudará suas vidas.


“A inspiração para o texto veio da realidade, da dura constatação de que não temos mais segurança, nem nas ruas nem nas casas. E isso independe de classe social. Tentei trazer elementos das tragédias clássicas para uma ambientação contemporânea”, explica o diretor.


Segundo o diretor, as tragédias são sempre construídas a partir das falhas no caráter humano, e mais de dois mil anos depois dos teatrólogos gregos terem retratado essas falhas magistralmente, a sociedade moderna continua a cometer os mesmos erros.


“Nos trabalhos realizados na oficina teatral já discutimos o amor e suas loucuras, as várias facetas da ignorância, a fé e a perseverança. Agora estamos falando sobre a violência urbana, cujo crescimento é alarmante. Não vejo muito sentido em fazer teatro para puro entretenimento. Ainda mais com tantos problemas sociais a serem retratados e refletidos”, analisa Leandro.


A Sexta Oficina Teatral de Criação e Montagem é ministrada gratuitamente pelo ator e diretor Leandro Faria desde agosto para pessoas a partir de 15 anos, às quartas e sextas-feiras das 19h às 21 horas. Os alunos realizam também o projeto “Contação de Histórias Infantis” no Centro Cultural José Octávio Guizzo.


Leandro Faria tem 35 anos e estudou interpretação na EAD-Eca-Usp e direção teatral na Eca-USP, em São Paulo, de 1996 a 2003. Trabalhou com os principais diretores do teatro brasileiro, como Antonio Araújo, Regina Galdino, Marco Antonio Brás, Rubens Ruche e outros. Como ator atuou na premiada montagem de O Rei Lear, ao lado de Raul Cortês; Gota D’Água, de Chico Buarque e Paulo Pontes; O Processo, de Franz Kafka; Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues; Baile de Debutantes, de José Vendramini; Participou da novela A Pequena Travessa no SBT. Foi diretor do grupo de teatro Six a Séc no espetáculo A Cantora Careca, de E. Ionesco, finalista do Premio Criação Teatral Volkswagen.


Há quatro anos em Campo Grande, atualmente ministra a Oficina Teatral de Criação e Montagem, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, onde montou um dos textos clássicos de Shakespeare: Romeu e Julieta. É coordenador do projeto mensal “Conta uma História”, que visa incentivar a leitura entre pais e filhos, fundador do grupo Teatro Dois, com o espetáculo Inocência e ator em diversos comerciais de TV.


Serviço: Outras informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo que fica localizado na rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795.

Jornal Midiamax