Geral

Para ministra da igualdade racial, posse de Barbosa é símbolo de novo Brasil

A ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Luiza Bairros, considerou a posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) um momento simbólico. Para Luiza Bairros, o fato de um negro assumir o posto de comando da mais alta Corte do país não deve ser considerado o mais […]

Arquivo Publicado em 22/11/2012, às 17h55

None

A ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), Luiza Bairros, considerou a posse do ministro Joaquim Barbosa como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) um momento simbólico.


Para Luiza Bairros, o fato de um negro assumir o posto de comando da mais alta Corte do país não deve ser considerado o mais importante, mas é símbolo de um novo Brasil. “Não é o que deve ser ressaltado em primeiro lugar, mas sem duvida o simbolismo desse momento, para um país que se reconheceu como racista há tão pouco tempo, não pode ser negado”, afirmou a ministra.


Ainda na opinião dela, a posse de Joaquim Barbosa mostra que o Brasil vem se abrindo para a diversidade. “Para a possibilidade de realização de talentos em qualquer classe social, qualquer grupo racial, foi nesse sentido que trabalhamos ao longo das últimas décadas no Brasil”, afirmou.


Assim como a ministra, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, disse que está otimista quanto aos próximos anos com Barbosa à frente do Supremo. “A minha expectativa é igual à da sociedade brasileira, de otimismo”, disse ao chegar para a cerimônia, na qual falará em nome dos advogados do país.


Um grupo de artistas, a maioria deles negros, também compareceu à posse. O sambista Martinho da Vila celebrou a chegada de Barbosa à presidência do STF e, cantando, disse que trata-se de um sonho realizado.


Joaquim Barbosa comandará a Corte pelos próximos dois anos. Também tomou posse, como vice-presidente do STF, o ministro Ricardo Lewandowski. A cerimônia foi presidida pelo decano do Supremo, ministro Celso de Mello. 

Jornal Midiamax