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Para CNI, crise externa e corte de gastos abrem espaço para novas reduções da taxa Selic

Mesmo com a redução de 0,5 ponto percentual dos juros básicos da economia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alega que a taxa pode ser reduzida ainda mais. Em comunicado, a entidade avalia que os juros, que passaram para 10,5% ao ano, continuam acima dos padrões internacionais, o que torna evidente a existência de espaço […]

Arquivo Publicado em 19/01/2012, às 00h38

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Mesmo com a redução de 0,5 ponto percentual dos juros básicos da economia, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alega que a taxa pode ser reduzida ainda mais. Em comunicado, a entidade avalia que os juros, que passaram para 10,5% ao ano, continuam acima dos padrões internacionais, o que torna evidente a existência de espaço para novos cortes.


Na avaliação da confederação, as turbulências econômicas internacionais continuam trazendo incertezas e restringindo o crédito em escala global, o que também abre condições para a continuidade dos cortes. “A CNI considera ser necessário dar continuidade ao ciclo de redução dos juros, de modo a atenuar os efeitos da baixa atividade mundial na economia brasileira e evitar novo movimento de valorização cambial”, destacou a nota.


A entidade defende ainda que o governo, em 2012, repita o corte de gastos executado em 2011 para complementar a política monetária. Para a CNI, a redução das despesas públicas ajuda a conter a inflação sem a necessidade de que a trajetória de cortes na taxa Selic, que mede os juros básicos, seja interrompida. A confederação, no entanto, ressaltou que os cortes devem se concentrar nos gastos de custeio (manutenção da máquina pública), sem afetar os investimentos federais.


“A entidade defende rigor na execução do Orçamento de 2012, com o contingenciamento de despesas para assegurar o cumprimento da meta de superávit primário [economia de recursos para pagar os juros da dívida pública]. Essa ação, contudo, não pode comprometer o cronograma dos investimentos prioritários para a melhoria da infraestrutura e indispensáveis ao crescimento”, concluiu o comunicado.


Jornal Midiamax