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Orla Ferroviária será inaugurada neste sábado

Lazer, ponto de encontro, gastronomia, resgate histórico. Esses são alguns dos atributos que passa a ter, a partir deste sábado (22), uma das regiões mais importantes no desenvolvimento de Campo Grande, que passa a ser denominada Orla Ferroviária. Em solenidade marcada para as 19 horas, em frente à Morada dos Baís, o prefeito Nelson Trad […]

Arquivo Publicado em 21/12/2012, às 20h22

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Lazer, ponto de encontro, gastronomia, resgate histórico. Esses são alguns dos atributos que passa a ter, a partir deste sábado (22), uma das regiões mais importantes no desenvolvimento de Campo Grande, que passa a ser denominada Orla Ferroviária. Em solenidade marcada para as 19 horas, em frente à Morada dos Baís, o prefeito Nelson Trad Filho inaugura oficialmente o projeto que devolveu aos campo-grandenses parte importante de sua história. Com investimento aproximado de R$ 4,8 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a obra foi executada no trecho da antiga linha férrea entre as avenidas Afonso Pena e Mato Grosso.



Além das obras de infraestrutura como sistema de drenagem e redes de água e esgoto, a Orla Ferroviária tem oito quiosques espalhados em sua extensão, que vão comercializar comidas típicas de vários países, um quilômetro de ciclovia e iluminação. Também foi feito no local o alinhamento dos dormentes e instalados bancos e pérgolas.



A ciclovia recebeu em toda a sua extensão pedra portuguesa; as calçadas e rampas foram executadas dentro das normas de acessibilidade; os taludes receberam proteção lateral; as áreas de estar com o assentamento de porcelanato; instalação de um deck sobre a estrutura metálica dos viadutos e travessia elevada em todos os cruzamentos. Haverá efetivo da Guarda Municipal no local para preservar o patrimônio público.



Todas essas melhorias já foram aprovadas pela população, principalmente, a parcela que reside ou trabalha nas proximidades. Proprietária há 10 anos de um salão de beleza na rua Dom Aquino, Maria Ivonete Ferreira, de 53 anos, conta que desde o fechamento da antiga rodoviária os comerciantes sofrem com a queda no movimento. “Fico um pouco abandonado aqui. A gente nem achava mais que alguém ia olhar por nós. Mas a prefeitura já havia anunciado que haveria essa transformação e, agora, estamos vendo esse compromisso ser realizado. Dá credibilidade sim para o poder público, pois a gente teve o que foi prometido e a expectativa é de um novo tempo agora para os negócios”, disse a cabeleireira, conhecida como Nete.



Já o proprietário de uma loja de presentes, também na rua Dom Aquino, Rubens Souza, que há onze anos mantém o mesmo ponto, o ponto mais importante do projeto é a segurança. “Com a desativação dos trens, os trilhos ficaram aí abandonados há muitos anos, ninguém fazia nada. Entrava prefeito, saía prefeito e a situação de abandono era a mesma. A gente teme os assaltos, pois o local servia de corredor pra bandido. Agora isso vai mudar, pois vai ter fluxo de gente o tempo todo”, comemora o comerciante de 55 anos.


Jornal Midiamax