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Operação Calouro da PF prende 51 pessoas no País

A Polícia Federal informou na tarde desta quinta-feira que 51 pessoas foram presas na Operação Calouro, que desmantelou quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina em faculdades de 10 Estados do País e do Distrito Federal. A PF divulgou também que havia sete grupos atuando no esquema, sendo dois deles em ação há mais de 15 […]

Arquivo Publicado em 13/12/2012, às 21h32

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A Polícia Federal informou na tarde desta quinta-feira que 51 pessoas foram presas na Operação Calouro, que desmantelou quadrilhas que fraudavam vestibulares de medicina em faculdades de 10 Estados do País e do Distrito Federal. A PF divulgou também que havia sete grupos atuando no esquema, sendo dois deles em ação há mais de 15 anos.



Do total de presos acusados de participar das quadrilhas em nove Estados, 18 eram de Goiás, nove de Minas Gerais, cinco do Rio de Janeiro e de São Paulo, quatro do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, três no Tocantins, dois do Espírito Santo e um no Acre.



Segundo a nota oficial da PF, mais de 40 instituições de ensino superior foram vítimas da atuação das quadrilhas. Esses grupos se concentravam em faculdades particulares de Goiás e Minas Gerais, pois, diz a PF, as “federais possuem grande segurança em seus processos seletivos”. A PF informou ainda que não tem elementos para precisar quantas pessoas foram beneficiadas pelo esquema.



De acordo com a PF, ainda é difícil precisar o lucro que as quadrilhas obtiveram com o esquema. “A quantificação do lucro das quadrilhas é difícil de precisar, visto que cada uma delas cobra preços variados conforme o tipo de fraude”, relata a nota. O valor por aluno, no entanto, chegava a R$ 80 mil.



O comunicado da PF afirma que, no primeiro momento da ação policial, serão investigadas as quadrilhas e, depois, o objetivo será identificar os beneficiados pelo esquema. “Os que forem identificados serão indiciados e posteriormente responderão ao processo criminal pelo ato que cometeram e os alunos podem ser excluídos administrativamente ou judicialmente”, completa a nota.


Jornal Midiamax