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Novo primeiro-ministro peruano promete ‘gabinete de diálogo’

O novo chefe de Governo peruano, Juan Jiménez, nomeado na segunda-feira pelo presidente Ollanta Humala, prometeu um “gabinete de diálogo”, cuja prioridade será “resolver os conflitos sociais”. Em suas primeiras declarações à imprensa, Juan Jimenez, de 48 anos, um advogado especializado em Direito Constitucional, até então ministro da Justiça, declarou ainda na noite de segunda-f...

Arquivo Publicado em 24/07/2012, às 16h10

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O novo chefe de Governo peruano, Juan Jiménez, nomeado na segunda-feira pelo presidente Ollanta Humala, prometeu um “gabinete de diálogo”, cuja prioridade será “resolver os conflitos sociais”. Em suas primeiras declarações à imprensa, Juan Jimenez, de 48 anos, um advogado especializado em Direito Constitucional, até então ministro da Justiça, declarou ainda na noite de segunda-feira que “o governo não quer mais mortes, o governo procura a vida”, em referência às 17 pessoas mortas nos últimos meses durante manifestações contra dois projetos de mineração.

Este é o terceiro gabinete ministerial do presidente Humala, que completará no sábado um ano de mandato, e contará com 18 ministros, incluindo seis mulheres. Vários ministros devem manter suas pastas, entre eles os das Relações Exteriores e da Economia. As mudanças mais importantes envolvem Defesa, Interior, Agricultura, Justiça, Educação e Habitação. O novo primeiro-ministro também indicou que esta política de diálogo “não significa que permitiremos atos que violem as leis, atos de vandalismo e de confrontação”.

Jimenez também declarou que uma de suas prioridades será “a luta contra a corrupção”. “Vamos exigir não apenas do governo central, mas também dos governos regionais que cumpram seus mandatos com toda a transparência”, declarou. Sobre o tema dos conflitos de mineração, o primeiro-ministro afirmou que “os direitos das comunidades, em relação à exploração mineradora”, serão respeitados, e que “a prioridade é a água”. A imprensa peruana revelou nesta terça-feira os limites desta mudança.

“Esta é uma mudança na forma, mas não na substância”, escreveu o La Republica (centro-esquerda), observando, por exemplo, a manutenção do ministro da Economia, “o que demonstra o desejo do presidente Humala de manter a sua orientação econômica”. É uma “meia mudança”, considerou o jornal Peru21 (centro). Para o sociólogo Eduardo Toche, entrevistado pela AFP, a nomeação de Jimenez “dá a impressão de que Humala é incapaz de sair do estreito círculo do governo e optou por um jogo de cadeiras musicais entre amigos”.

Jornal Midiamax