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No Dia da Mulher, Thaís Helena cobra paridade com homens na política

Apesar de representar maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam pouco espaço em cargos públicos eletivos. Como forma de amenizar essa diferença, a vereadora Thaís Helena (PT) sugeriu a elaboração de mecanismos que promovam a igualdade de gêneros na política. Presidente da Câmara Municipal de Campo Grande durante a Semana da Mulher, Thaís citou […]

Arquivo Publicado em 08/03/2012, às 18h30

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Apesar de representar maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda ocupam pouco espaço em cargos públicos eletivos. Como forma de amenizar essa diferença, a vereadora Thaís Helena (PT) sugeriu a elaboração de mecanismos que promovam a igualdade de gêneros na política.


Presidente da Câmara Municipal de Campo Grande durante a Semana da Mulher, Thaís citou como exemplo o modelo de paridade existente no próprio PT. “A partir de 2013 todos os cargos dentro do PT terão que ter 50% de homens e 50% de mulheres, tanto na Executiva, quanto em Diretórios e no governo”, afirmou.


Durante a sessão desta quinta-feira (08), data em que o Dia da Mulher é comemorado internacionalmente, a vereadora aproveitou para recomendar ao presidente titular da Casa de Leis, vereador Paulo Siufi (PMDB), que a próxima Mesa Diretora da Câmara conte com 50% de homens e 50% de mulheres.


“Nós precisamos ver as mulheres disputando presidências de bairros, de clubes, de associações, nos conselhos municipais. Eu até comentei que nós gostaríamos que a próxima Mesa Diretora fosse composta por 50% de homens e 50% de mulheres, que é a paridade tão sonhada pelas mulheres”, sugeriu.


Reflexão


Ao lado das vereadoras Grazielle Machado (PR), professora Rose (PSDB) e Magali Picarelli (PMDB), Thaís Helena integra um seleto grupo de mulheres que exerceram mandato na Câmara de Campo Grande. “Durante todos esses anos, a gente vê que apenas dez mulheres passaram por aqui, nós nos sentimos honradas, prestigiadas de estar participando desse seleto grupo de mulheres, mas também fazemos uma reflexão”, comentou.


“O dia 8 de março é um dia que lembramos nossas conquistas, comemoramos nossas lutas e analisamos quais são as lutas que devemos continuar. Somos a maioria do eleitorado e, quando você coloca em espaço de poder representativo, as mulheres não estão ocupando se quer 30%”, considerou.


Para a vereadora, o baixo número de mulheres na política está na dificuldade das mesmas chegarem à decisão sobre colocar seus nomes a disposição de partidos. “Há a dificuldade para as mulheres entrarem na política. As mulheres, antes de colocarem seu nome a disposição para participarem da política, vão ter que pensar dez vezes. Ela vai ter que pensar na família que ela vai ter que abrir mão, que é uma das coisas que a mulher mais preza”, ponderou.


Estímulo


Por outro lado, Thaís Helena destaca o trabalho desenvolvido pelas quatro vereadoras que compõem a atual legislatura. “Durante esse período na Câmara Municipal nós conseguimos mostrar o olhar da mulher que sabe se impor com ternura, principalmente na política. Eu sempre leio que uma mulher na política pode até mudar a mulher, mas várias mulheres na política muda a política”, ressaltou.


Além de estimular a paridade entre homens e mulheres, a petista acredita que a participação feminina também deve estar presente em outros segmentos da sociedade. “Precisamos estimular o poder da mulher na política, financeiro, em cursos de qualificação profissional, na educação, na informação, assim vamos conseguir mudar essa realidade”, opinou.

Jornal Midiamax