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Mulheres garantem espaço na evolução do mercado de trabalho formal de MS

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do censo 2009 apontaram no grupo da População em Idade Ativa (PIA) a participação de 51,54% de mulheres e 48,46% de homens. Neste período, o sexo feminino também representava 44,56% e 55,44% do sexo masculino na População Economicamente Ativa (PEA). A taxa de participação das mulheres […]

Arquivo Publicado em 08/03/2012, às 20h06

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do censo 2009 apontaram no grupo da População em Idade Ativa (PIA) a participação de 51,54% de mulheres e 48,46% de homens.


Neste período, o sexo feminino também representava 44,56% e 55,44% do sexo masculino na População Economicamente Ativa (PEA). A taxa de participação das mulheres cresceu 8,65% entre os anos de 2004 e 2009, enquanto no mesmo período o percentual dos homens caiu 0,55%.


Os números revelam que em Mato Grosso do Sul as mulheres vêm conquistando maior espaço no mercado de trabalho formal, enquanto os homens diminuem sua participação.


Dados


O fato interessante é que no Estado as mulheres representam 58,49% da força de trabalho na administração pública e os homens, 41,51%, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2010. No setor de Serviços, as mulheres ocupam 48,69% e os homens, 51,31% dos postos de trabalho.


Conforme o diretor-geral da Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab), Cícero Ávila de Lima, as características tipicamente femininas como sensibilidade, delicadeza e paciência fazem a diferença na seleção de mulheres para algumas funções como: auxiliar administrativo, recepcionista, auxiliar de limpeza, operador de telemarketing, vendas, entre outros. “Nos dias atuais, as mulheres também vem ocupando espaços importantes e notórios no comando”, afirma.


Atualmente, as mulheres sul-mato-grossenses alcançam postos de trabalho na área da Construção Civil, setor econômico que era considerado predominantemente masculino. Pelos dados da Rais 2010, elas representam 8,04% e eles, 91,96% da força de trabalho deste setor.


Em linhas gerais estes números demonstram a expressividade e crescimento feminino no mercado de trabalho. Alguns dados da Rais também apontam algumas fragilidades da mulher no mercado de trabalho.


A taxa de desemprego feminina é 88,60% maior que a masculina. Já a diferença na remuneração média fica em torno de 37,19% e 60,18% maior para os homens. Mesmo ocupando funções iguais no mercado de trabalho, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens.

Jornal Midiamax