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Mulher ferida por ex-marido com soda cáustica recebe mais ameaças e volta a registrar B.O.

Após ser internada e voltar em casa para pegar peças de roupas, vítima diz que foi furtada e continua sendo ameaçada pelo mototaxista.

Arquivo Publicado em 15/10/2012, às 17h24

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Após ser internada e voltar em casa para pegar peças de roupas, vítima diz que foi furtada e continua sendo ameaçada pelo mototaxista.

“Estou vivendo um inferno. Trabalho porque preciso para sustentar meus filhos, mas o medo é de que ele volte a qualquer momento e acabe com a minha vida”, diz a estudante P. R. A. dos S., 29 anos, logo após receber mais ameaças do companheiro com quem viveu por dez anos e em uma destas ocasiões ocorrer o agravante de ser ferida, ela e a filha de oito anos do casal, com soda cáustica.


O fato ocorreu no dia 20 de setembro e desde então a vítima mudou com os filhos para outra residência, logo após sair da Santa Casa, onde esteve internada para cuidar das queimaduras espalhadas pelo corpo.


“Logo que saí do hospital fui em casa pegar meus documentos, mas nada. E no último sábado (13), dias após meus familiares irem no local e trocar todas as fechaduras da casa, voltei para pegar roupas minhas e das três crianças. Fiquei surpresa ao perceber que meu ex-marido contou com a ajuda de alguém e arrombou uma das janelas, levando tudo o que foi possível”, conta a vítima.


Não bastasse ter levado os móveis da casa e a chave de um veículo J3 Jac Motors, P. garante que o mototaxista Mauro César Xavier da Costa, 52 anos ainda levou a sua motocicleta, uma Fan vermelha, que está registrada em seu nome.


”E quando fui lá, ainda tive de passar por um constrangimento, porque todos os parentes dele moram lá perto e ficavam me cuidando, como se fosse eu a pessoa errada. Todos lá sabem que ele se tornou cada vez mais agressivo e por motivos banais”, afirma a vítima.


Em maio deste ano, de acordo com a vítima, foi o momento em que ela decidiu querer a separação. “Meus filhos estavam cansados de ver as brigas e inclusive o menino de quatro anos disse que não tem mais pai, que ele é um monstro e não é mais o seu amiguinho. Foi neste dia que precisei do carro para ir ao médico e ele me agrediu mais uma vez, porque tinha emprestado o veículo para familiares e eu não podia questionar”, fala a vítima.


Desde então as brigas continuaram e culminaram na tragédia de hoje. “Vou registrar mais uma ocorrência contra ele, pelas ameaças e por ter roubado o meu veículo. Quero que este homem pague pelo que ele me fez”, diz P.


O caso está sendo investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher). Segundo a delegada Rosely Molina, existe uma medida protetiva que obriga Mauro César a permanecer o mínimo de 300 metros de distância da vítima. “Agora aguardamos a prisão preventiva dele”, garante a delegada.

Jornal Midiamax