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Moradores já tinham solicitado redutor de velocidade onde criança morreu atropelada

Moradores do Aero Rancho estão revoltados porque desde agosto solicitaram intervenção das autoridades; Prefeitura promete estudar o caso

Arquivo Publicado em 13/12/2012, às 14h11

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Moradores do Aero Rancho estão revoltados porque desde agosto solicitaram intervenção das autoridades; Prefeitura promete estudar o caso

Moradores do bairro Aero Rancho estão revoltados porque protocolaram ofício no dia 17 de agosto solicitando lombada eletrônica onde Weslley Menezes da Silva, de 10 anos, morreu atropelado. Ele faleceu ontem (12) por volta das 19h, na avenida Ernesto Geisel, quase esquina com a rua Thyrson de Almeida no sentido centro-bairro, região do bairro Aero Rancho em Campo Grande.


No documento encaminhado à Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), está o pedido de redutor de velocidade, ou quebra-molas, lombada eletrônica, na Thyrson de Almeida, esquina com a rua Graciliano Ramos Antonio de Soares. Mas de acordo com a manicure, que levou o ofício, Kedema Cristina Barros, de 30 anos, a Agetran apenas sinalizou a pista e colocou placas de pare há um mês.


O tio da criança, Emerson Menezes, 37 anos, não entende porque o local do acidente não é sinalizado corretamente. “Só tem sinalização horizontal e não vertical. Porque não tem lombada, se há escolas na região. Meu sobrinho foi jogado da faixa de pedestre, seu corpo foi jogado a uma distância aproximada de 60 metros”, contou.


Enquanto a equipe de reportagem do Midiamax estava conversando com Kedema em sua casa, um funcionário da Agetran ligou destacando que não poderiam fazer nada para melhorar o tráfego na pista. Ainda disseram que, se antes não fizeram, porque não tinham verba, agora seria pior ainda, já que muitos funcionários estariam de férias.


Ao tentarmos entrar em contato com a Agetran, nos indicaram o diretor de trânsito da Agência, Janine de Lima Bruno, que informou que não poderia se pronunciar quanto ao assunto, enquanto não tivesse autorização.


A assessoria de comunicação da prefeitura alegou que estão estudando melhor o caso. “Em Campo Grande há mais de 300 quebra-molas. Temos que levar em conta que aquela região tem redutor de velocidade e não podemos atrapalhar o fluxo do tráfego”.


Mesmo assim, os moradores prometem se reunir por volta das 18h de hoje (13), no local do acidente para fazer um protesto.


Polêmica


A criança atravessava a rua quando teria soltado da mão da mãe, no momento em que foi atingida por um veículo Corsa Classic Sedan (NRQ-9065). Luis Carlos Maciel Medina, de 57 anos contou que estava dirigindo. No entanto, testemunhas afirmam que seria uma mulher quem dirigia no momento do acidente.


 “Lógico que ninguém sai para dirigir com intenção de matar. Mas é revoltante saber que ela não foi mulher para assumir. Tudo bem, ela ter fugido por medo do linchamento, mas o mínimo que teria que fazer era assumir suas responsabilidades depois”, desabafou Kesia Paula da Silva, de 28 anos.


Já o delegado plantonista da Depac Piratininga, Paulo Sá, informou que o casal já foi interrogado e as investigações continuarão para analisar o caso. “No momento, o mais importante será a análise da perícia técnica, que deve calcular a velocidade do veículo”, contou.


“Minha irmã tem certeza que a motorista era a mulher. O pior é que eles pagam cesta básica e fica tudo por isso mesmo. Até quando que uma vida vai valer só isso? Não tem justificativa a pessoa andar em alta velocidade”, desabafou o tio da criança. O velório vai ser na Pax Real, na Avenida Bandeirantes.


(Matéria editada para acréscimo de informação 12h20).

Jornal Midiamax