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MIS lança exposição audiovisual de longa duração em homenagem à MS

O MIS (Museu da Imagem e do Som), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul realiza na próxima sexta-feira (9), às 14 horas, o lançamento da Exposição Audiovisual de longa duração “Mato Grosso do Sul, da Imagem e do Som”. A exposição contará com quatro exposições audiovisuais  / videoinstalações produzidas pelo museu […]

Arquivo Publicado em 05/03/2012, às 22h45

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O MIS (Museu da Imagem e do Som), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul realiza na próxima sexta-feira (9), às 14 horas, o lançamento da Exposição Audiovisual de longa duração “Mato Grosso do Sul, da Imagem e do Som”.


A exposição contará com quatro exposições audiovisuais  / videoinstalações produzidas pelo museu em 2011: Os Pioneiros – a origem da música sertaneja de MS, Memória Fotográfica de Campo Grande por Roberto Higa, Me=morar e História de T. Lídia Baís.


As exposições foram produzidas pela equipe do museu em parceria com artistas diversos, como os coletivos Corpomancia e Vaca Azul, o cineasta Helton Perez, o fotógrafo Roberto Higa, a atriz Adelaide Martins, o pesquisador Carlos Luz e o músico e jornalista Rodrigo Teixeira.


O objetivo da mostra audiovisual é incentivar a população a refletir e valorizar a identidade cultural de Mato Grosso do Sul através das diversas categorias da arte. Além de audiovisual e videoinstalações, haverá mostra de parte do acervo do Museu da Imagem e do Som.


Enfocando aspectos diferentes da cultura sul-mato-grossense, a exposição “Mato Grosso do Sul, da Imagem e do Som” é um recorte que evidencia traços característicos do Estado, utilizando-se do suporte audiovisual para tratar de música, fotografia, dança e artes visuais, abordando assim temas que vão de história e cotidiano até identidade e a importância da arte. “Trata-se de um exposição que prevê a utilização do audiovisual de forma cada vez mais versátil e aberta à sociedade”, explica o coordenador Rodolfo Ikeda, do MIS.


“Nossa identidade é fruto de um processo contínuo de avaliação, sendo que a exposição Mato Grosso do Sul, da Imagem e do Som nos oferece a oportunidade de refletir sobre como o mundo nos enxerga e nós mesmos nos enxergamos, para discutir quem somos e qual a cultura desse Estado de criação recente”, analisa o presidente da Fundação de Cultura do governo do Estado, Américo Calheiros.


Acervo


Paralela às exposições audiovisuais e videoinstalações haverá a exposição constante de itens do acervo do Museu, que busca a democratização do acesso aos bens culturais que compõem nossa memória audiovisual.


Nesta primeira fase, estarão expostos rádios, câmeras, cartazes, fotos da Coleção Campo Grande e da Exposição Itinerante Viajando pelos Trilhos da Memória, entre outros objetos que dialogam com as exposições audiovisuais/videoinstalações e as complementam, possibilitando uma reflexão sobre nossa identidade sociocultural.


Os Pioneiros


A origem da música sertaneja de Mato Grosso do Sul é baseada no livro homônimo de Rodrigo Teixeira, financiado pelo Fundo de Investimentos Culturais do Estado (FIC-MS). Para escrever o livro, Rodrigo entrevistou os protagonistas desta história e seus herdeiros, mergulhando a fundo na gênese da música sul-mato-grossense. A trilha sonora utilizada na exposição integra o projeto Memória Fonográfica de MS, idealizado pelos pesquisadores Carlos Luz e Idemar Sprandel, criadores do Kit de Difusão Musical da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.


A exposição Memória Fotográfica de Campo Grande por Roberto Higa é alusiva ao Dia Internacional da Fotografia (19 de Agosto) e foi realizada em comemoração aos 112 anos da cidade de Campo Grande. Tem trilha sonora do Grupo Agemaduomi. Tendo como base as imagens de Roberto Higa, enfoca aspectos diversos como arte, cultura, cotidiano, política e personalidades. Desde a criação do Estado, Higa tem fotografado e registrado fatos diversos, compondo assim parte importante de nossa memória, com mais de 35 anos dedicados ao registro desta arte.


Realizada em parceria com Coletivo Vaca Azul e o Núcleo de Dança da FCMS, a videoinstalação Me=morar é uma produção em dança, por meio do audiovisual, criada entre corpos, memória e sentidos. Composta originalmente por doze telas diferentes que exibiam cenas autônomas do espetáculo homônimo, proporciona ao expectador o transitar pelo espetáculo original, produzido pelo Coletivo Corpomancia e encenado primeiramente nos cômodos de uma casa abandonada da antiga Vila Ferroviária, na Capital, cenário perfeito para sua produção. O resultado da fusão entre tecnologia, pesquisa e dança instigam os visitantes a refletir sobre emoções como tristeza, solidão, desamparo, abandono, entre outros temas.


Já a videoinstalação História de T. Lídia Baís, dirigido e produzido por Helton Perez e Rodolfo Ikeda, foi totalmente baseado na vida e na obra da artista. Com texto e trilha sonora de sua autoria, o filme videoinstalação expõe ainda fotos, livros, instrumentos musicais e outras obras e objetos feitos por Lídia, ou que lhe pertenceram. Com locução de Adelaide Barbosa Martins, sobrinha neta de Lídia, ressalta a consciência que a artista tinha sobre a importância da arte na construção de nossa sociedade.


Serviço


O lançamento da Exposição Audiovisual “Mato Grosso do Sul, da Imagem e do Som” acontece nesta sexta (9), às 14 horas, no Museu da Imagem e do Som, que fica no Memorial da Cultura e Cidadania, Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, 3º andar.

Jornal Midiamax