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Ministro Lewandowski renuncia a cargo no TSE para se dedicar ao caso do mensalão

O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski comunicou nesta quarta-feira (18) ao presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, sua renúncia ao cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justificativa, segundo assessores de Lewandowski, seria a decisão de se dedicar integralmente ao caso do mensalão, que poderá ser julgado pelo STF ainda este […]

Arquivo Publicado em 19/04/2012, às 00h54

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski comunicou nesta quarta-feira (18) ao presidente da Corte, ministro Cezar Peluso, sua renúncia ao cargo de ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A justificativa, segundo assessores de Lewandowski, seria a decisão de se dedicar integralmente ao caso do mensalão, que poderá ser julgado pelo STF ainda este ano.


O mandato de Lewandowski no TSE terminaria em 5 de maio do ano que vem. Ele fez sua última participação no tribunal nesta quarta, ao passar a presidência para as mãos da ministra Cármen Lúcia. A vaga de Lewandowski passará a ser ocupada pelo ministro José Antonio Dias Toffoli.


O presidente nacional do PT, Rui Falcão, presente à cerimônia de posse de Cármen Lúcia como presidente do TSE, disse que trata-se de praxe. “É praxe no TSE, quando saem da presidência, não exercer mais função no TSE. Eu já disse várias vezes e repito, se o julgamento do chamado mensalão se der como espero, pelo que está contido nos autos, não há nenhum temor da nossa parte”, completou.


Em seu discurso de despedida, Lewandowski disse que saía de forma confortável do cargo com a certeza de que sua sucessora é uma pessoa “digna, lúcida e competente”. “É tempo de dizer adeus ou até breve e enfrentarmos os novos desafios que o futuro nos reserva e expor a nossa gratidão. Saio com a consciência tranquila e sensação de dever cumprido”.


O STF transformou em réus 37 dos 40 denunciados no caso do mensalão, como ficou conhecido o suposto esquema de pagamento de propina a parlamentares da base aliada em troca de apoio político.

Jornal Midiamax