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Ministério diz que não há mais vacinas da H1N1, mas garante que medicamento é eficaz

Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento oseltamivir (tamiflu) é eficaz no combate a gripe H1N1 e deve ser administrado no início da doença, para garantir que não haja complicações ou óbitos

Arquivo Publicado em 18/07/2012, às 18h23

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Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento oseltamivir (tamiflu) é eficaz no combate a gripe H1N1 e deve ser administrado no início da doença, para garantir que não haja complicações ou óbitos

O Ministério da Saúde informou que não há previsão de mais remessas de vacina da gripe H1N1 para nenhum estado do país, mas ressaltou que existe “tamiflu” para toda a população. A Secretária Estadual de Saúde, Beatriz Dobashi, declarou durante evento na manhã desta quarta-feira (18), que os pais podem ficar tranquilos porque a 2ª dose das crianças está garantida, “para todos os municípios de Mato Grosso do Sul”.

“A dose das crianças está garantida porque elas foram computadas nas vacinas que a gente entregou para os municípios, então criança pequena vai ter, com certeza. Agora os outros grupos da população não tem jeito, vão ter que aguardar e até o momento não tem nenhuma posição do Ministério”, explicou.

Já o Ministério da Saúde informou que não existe nenhuma previsão de mais remessas de vacina. A justificativa é de que a campanha não é para 100% de imunização e sim para alertar as pessoas de que ao primeiro sintoma procurem imediatamente o atendimento de saúde para tratamento com oseltamivir (tamiflu) que tem demonstrado ser o mais eficaz no combate a doença.

Questionado sobre o caso de crianças que na época da campanha estavam doentes e que agora não tem encontrado vacinas nos postos de saúde, o Ministério explicou que esse é um problema de remanejamento estratégico que deve ser resolvido pelas secretarias estaduais.

Durante a campanha foram enviadas 336 milhões de doses para os Estados e mais 1,2 milhões para centros de referência de tratamento de comorbidades (doenças que predispõem o paciente a desenvolver outras doenças), além de uma recente remessa extra de 707 mil para os Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo o ministério esse envio adicional foi feito por conta dos números elevados que registraram 1.051 casos e 94 óbitos na Região Sul.

Ministério garante que não há falta de medicamento em nenhum município

O ministério informou que foram enviados às Secretarias Estaduais 418,8 mil caixas da medicação, mesmo os Estados já estando abastecidos, e que a quantidade é suficiente para atender toda a população. Entretanto, o alerta é para que o remédio seja ministrado imediatamente após o início dos sintomas, para garantir a eficácia.

No balanço feito nos Estados do Sul, ficou comprovado pelo Ministério da Saúde que a causa do acentuado número de óbitos foi porque os pacientes não tomaram ou tomaram o oseltamivir tardiamente.

O CRM-MS (Conselho Regional de Medicina do Estado) informou que não existe qualquer recomendação para os médicos a respeito da administração do medicamento, uma vez que eles têm total autonomia junto aos pacientes. Todavia, caso algum paciente se sinta prejudicado ele pode registrar uma denúncia contra o médico no próprio Conselho.

Os sintomas da gripe são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor na garganta, dor de cabeça ou dor nos músculos ou nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastro-intestinais ou dor muscular intensa.

Jornal Midiamax