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Menina baleada demorou oito horas para ser operada no Rio; hospital diz que médico faltou

Familiares da menina Adrielly dos Santos Vieira, 10, que foi atingida com um tiro na cabeça nesta segunda-feira (24), a noite de Natal, no bairro de Piedade, zona norte do Rio, tentaram invadir na manhã desta terça-feira (25), a área de atendimento do Hospital Salgado Filho, no Méier, também na zona norte. Seguranças do local […]

Arquivo Publicado em 25/12/2012, às 16h30

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Familiares da menina Adrielly dos Santos Vieira, 10, que foi atingida com um tiro na cabeça nesta segunda-feira (24), a noite de Natal, no bairro de Piedade, zona norte do Rio, tentaram invadir na manhã desta terça-feira (25), a área de atendimento do Hospital Salgado Filho, no Méier, também na zona norte. Seguranças do local agiram para impedir a entrada dos parentes.

Segundo eles, quando Adrielly deu entrada no hospital, não havia neurocirurgião de plantão. Ela ficou oito horas aguardando atendimento até a chegada do profissional de saúde, às 9h, quando ela foi então encaminhada para cirurgia.

A direção do Hospital Salgado Filho informou, em nota, que o neurocirurgião que estava escalado para o plantão noturno do dia 24 de dezembro faltou ao trabalho. Um inquérito administrativo será instaurado para apurar o caso.

Há 18 médicos neurocirurgiões escalados para o plantão de Natal nas quatro grandes emergências da cidade, disse a Secretaria de Saúde.

De acordo com informação dada por familiares, a menina havia acabado de receber o presente de Natal quando foi ferida por balas disparada por traficantes dos morros de Urubu e Urubuzinho, que estavam disparando para o alto.

A Secretaria de Saúde ainda não divulgou boletim médico com o quadro da menina, mas disse em nota que “lamenta e repudia o comportamento do profissional e aplicará punição ao médico”.

Jornal Midiamax