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Mel Gibson reage a acusações de antissemitismo

O ator Mel Gibson bateu boca na quinta-feira com o roteirista Joe Eszterhas, acusando-o de “inventar” acusações de antissemitismo para se vingar por ter tido um roteiro rejeitado. Gibson enfrenta esse tipo de acusação desde que fez uma declaração antissemita a um policial em 2006, ao ser flagrado dirigindo bêbado. Ele trabalhava com Eszterhas na […]

Arquivo Publicado em 13/04/2012, às 11h25

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O ator Mel Gibson bateu boca na quinta-feira com o roteirista Joe Eszterhas, acusando-o de “inventar” acusações de antissemitismo para se vingar por ter tido um roteiro rejeitado.


Gibson enfrenta esse tipo de acusação desde que fez uma declaração antissemita a um policial em 2006, ao ser flagrado dirigindo bêbado. Ele trabalhava com Eszterhas na criação de um filme sobre o herói judaico Judas Macabeu.


Na quarta-feira, o site The Wrap, que cobre assuntos de Hollywood, noticiou que o primeiro esboço do roteiro foi rejeitado pela Warner Bros.. Ao saber disso, Eszterhas enviou a Gibson uma carta de nove páginas acusando-o de não ter a real intenção de realizar o filme, chamado “Os Macabeus”.


Segundo uma cópia da carta obtida pelo The Wrap, o roteirista acusou Gibson de ter anunciado o projeto apenas “numa tentativa de rechaçar as continuadas acusações de antissemitismo”.


Em um trecho, ele citava expressões pejorativas – “fugitivos do forno”, “jewboys” – que Gibson teria usado para se referir aos judeus numa reunião deles. Citava ainda que Gibson teria manifestado a intenção de matar sua ex-namorada Oksana Gregorieva, com quem ele trava uma acirrada disputa pela custódia de uma filha do casal.


Em uma carta em resposta, divulgada por um porta-voz, Gibson não cita diretamente as acusações de antissemitismo, mas diz que as declarações feitas por Eszterhas sobre suas “declarações e ações” são “pura invenção”.


Ele disse que trabalha no projeto há dez anos, e que tem a intenção de fazer o filme.


“Só que nem a Warner Bros. nem eu queremos fazer esse filme baseado no seu roteiro”. Ele acrescentou que a proposta enviada por Ezsterhas foi “uma perda de tempo”, e o pior trabalho que ele viu em 25 anos supervisionando o desenvolvimento de roteiros.

Jornal Midiamax