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Médicos fazem protesto contra planos de saúde no dia 25 de abril

Em protesto contra o pagamento de baixos honorários e pelo fim da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes, os médicos realizam na próxima quarta-feira (25) o “Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde”. A categoria reivindica que a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) seja adotada como critério mínimo […]

Arquivo Publicado em 21/04/2012, às 14h00

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Em protesto contra o pagamento de baixos honorários e pelo fim da interferência antiética na relação entre os profissionais e seus pacientes, os médicos realizam na próxima quarta-feira (25) o “Dia Nacional de Advertência aos Planos de Saúde”.


A categoria reivindica que a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) seja adotada como critério mínimo de remuneração. Atualmente, a tabela estipula o valor da consulta em R$ 64,00 mais 20%. Ou seja, em torno de R$ 76,00. Contudo, na prática, a remuneração por consulta em Mato Grosso do Sul varia de R$ 40,00 a R$ 60,00.


De acordo as entidades médicas de Mato Grosso do Sul – Conselho Regional de Medicina (CRM-MS), Sindicato dos Médicos (Sinmed/MS) e Associação Médica (AMMS) – muitos planos de saúde alegam pagar a CBHPM, porém com valores, seja de consulta ou de procedimentos, de edições anteriores.


Desta forma, por um procedimento de sutura de pequenos ferimentos, o médico pode receber R$ 49,55 ou R$ 88,00. Ou seja, uma variação de mais de 55%. Já o honorário por uma cesariana pode variar de R$ 338,69 a R$ 384,00. Outro exemplo é a realização de cirurgia para retirada do apêndice, o valor pode variar entre R$ 285,12 e R$ 324,58.


A mobilização também é um alerta sobre a interferência antiética dos planos de saúde na autonomia dos profissionais. Conforme as entidades, as operadoras tentam restringir a realização de exames e não respeitam as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM).


A postura dos planos de saúde acarreta prejuízos para os médicos e, principalmente, para a população. Como a dificuldade de agendar consultas, falta de profissionais em algumas especialidades e aumento dos valores das mensalidades.


Em Campo Grande, um exemplo recente da dificuldade de negociar com as operadoras foi o anúncio do fechamento da pediatria no ProntoMed, setor da Santa Casa que atende planos de saúde. Neste caso, foi feito um acordo válido por 90 dias e os pediatras voltaram a realizar plantões. Para as entidades médicas, o retorno do serviço é fundamental, pois o ProntoMed é o único local que atende média e alta complexidade.


Mobilização – No ano passado, foram realizados outros dois protestos contras as operadoras: em 7 de abril e 21 de setembro. Segundo o CRM-MS, a categoria exige data base anual para reajuste e, quando não houver negociação, que o reajuste seja o mesmo determinado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os usuários dos planos de saúde.


Coletiva – Em Campo Grande, os presidentes das três entidades médicas – Conselho Regional de Medicina (CRM-MS), Sindicato dos Médicos (Sinmed/MS) e Associação Médica (AMMS) – concederão entrevista coletiva para prestar esclarecimento à população. A coletiva acontecerá na sede do CRM-MS, às 8h do dia 25 de abril.

Jornal Midiamax