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Médica investigada por aplicar dipirona em jovem é exonerada da prefeitura de Bonito

A médica infectologista Caroline Franciscati, investigada pela Polícia Civil por ter aplicado injeção de dipirona na jovem que era alérgica ao medicamento, Letícia Gottardi Corrêa, de 19 anos, no dia 7 de abril deste ano, foi exonerada da Prefeitura Municipal de Bonito nesta quarta-feira (9). A informação é do membro da junta interventora do hospital […]

Arquivo Publicado em 09/05/2012, às 16h53 - Atualizado em 14/07/2020, às 11h42

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A médica infectologista Caroline Franciscati, investigada pela Polícia Civil por ter aplicado injeção de dipirona na jovem que era alérgica ao medicamento, Letícia Gottardi Corrêa, de 19 anos, no dia 7 de abril deste ano, foi exonerada da Prefeitura Municipal de Bonito nesta quarta-feira (9).


A informação é do membro da junta interventora do hospital Silvio Roberto Rocca. “Saiu hoje a decisão e ela permanece afastada do hospital”, declarou.


O caso


Letícia Gottardi morreu na madrugada do dia 7 de abril deste ano, após passar três vezes por atendimento no hospital de Bonito. Conforme informações familiares, ela chegou ao hospital com fortes dores de barriga e ao ser atendida pelo primeiro médico, foi anotado na ficha dela que a paciente era alérgica a dipirona.


O doutor Roberto Rocca informou à época que a jovem morreu às 9h15 de domingo (8) e às 9h49 o diretor do Hospital, Wilson Braga, o sogro da jovem e o noivo dela foram para a delegacia registrar o boletim de ocorrência relatando o que aconteceu durante aquela madrugada.


Ele confirmou a versão da família e disse que a junta interventora conferiu a documentação médica de atendimento daquele plantão, que constava a observação de que Letícia tinha alergia à dipirona, feita pelo doutor que atendeu primeiro a jovem.


A mãe de Letícia, Ivone Maria Corrêa, de 40 anos, conta que tinha viajado com o marido e a filha estava na cidade com o noivo. “Ele me contou que procurou atendimento para minha filha três vezes no hospital porque ela estava com dor de barriga. Na primeira, o médico anotou que ela tinha alergia à dipirona e a mandou embora para casa. Da segunda vez, a médica aplicou dipirona na veia dela”.


O noivo relata que o pai dele disse à médica infectologista Caroline Franciscati que a menina tinha alergia ao medicamento e informou que estava anotado na ficha de atendimento. “Ela só respondeu ‘eu sei’ e deu a medicação na veia de Letícia”, disse o rapaz.


Ela voltou para casa com dores quando por volta das 5h de domingo a família percebeu que ela estava com as costas inchadas. Letícia voltou ao hospital com o noivo, onde a médica teria aplicado novamente a dipirona.

Jornal Midiamax